Macapá (AP)
O prefeito de Macapá, Pedro Dalua (União), decretou situação de emergência em saúde pública na capital para reforçar o enfrentamento às síndromes respiratórias. A medida busca dar mais agilidade às ações da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) diante do aumento dos casos e da maior procura por atendimento nas unidades.
Com o decreto, a prefeitura poderá acelerar processos administrativos, como a contratação de profissionais, aquisição de medicamentos, insumos e equipamentos, além de ampliar a capacidade de resposta da rede municipal de saúde. A intenção é reduzir os impactos da alta demanda e garantir assistência aos pacientes.
Entre as medidas previstas também estão o reforço das equipes de atendimento, intensificação da vigilância epidemiológica e ampliação das estratégias de prevenção. A vacinação contra a influenza segue como uma das principais frentes para diminuir os casos graves e aliviar a pressão sobre os serviços de saúde.
“Estamos acompanhando o decreto estadual. Não é mais uma ação preventiva, estamos remediando, pois estamos em uma situação de calamidade pública na saúde e nós, da Prefeitura de Macapá, temos que fazer a nossa parte. Estamos há quatro meses à frente da gestão municipal, fazendo tudo o que é possível para amenizar esse problema, mas numa saída de emergência vai ficar tudo mais rápido, mais célere e alcançar a população de forma mais eficiente”, destacou o prefeito.

Prefeito Dalua diz que a medida dá ao município condições de agir com mais rapidez. Foto: Lívia Nascimento – SEMCOM/PMM
O decreto considera o cenário enfrentado em todo o Amapá, que registra aumento da circulação de vírus respiratórios, como Influenza A e B, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), rinovírus e adenovírus. O crescimento das internações, principalmente entre crianças, também motivou a adoção das medidas emergenciais.
A orientação é que pessoas com sintomas como febre, tosse, dor de garganta e dificuldade para respirar procurem atendimento nas unidades de saúde. A prefeitura também reforça a importância de manter a vacinação em dia e adotar medidas de prevenção para reduzir a transmissão das doenças respiratórias.
Segundo a gestão municipal, o decreto permanecerá em vigor enquanto durar o cenário de emergência, permitindo que novas ações sejam adotadas de acordo com a evolução dos indicadores epidemiológicos e da demanda na rede pública de saúde.
