Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)
A comunicação do Amapá está em luto. Faleceu na madrugada desta segunda-feira (6), em Belém (PA), o jornalista José Menezes, de 56 anos. A causa da morte ainda não foi divulgada oficialmente. O falecimento ocorre em um momento já doloroso para a categoria, sendo a segunda perda para o jornalismo local em menos de 24 horas.
De acordo com informações repassadas por amigos próximos, Menezes estava internado desde semana passada em Belém, com glicose muito alta, febre constante, pulmões encharcados e baço inchado. Apesar desses problemas, mas o Portal SN não conseguiu apurar a causa da morte. Ele completou 56 anos em março deste ano e, recentemente, estava trabalhando pelo Tribunal de Justiça do Amapá em aldeias indígenas no município de Oiapoque.
Conhecido carinhosamente entre os amigos e colegas de profissão como “Zé Menê” ou “JoZeca”, o jornalista era natural de Primavera (PA), mas escolheu o Amapá para construir uma trajetória sólida e respeitada de décadas na televisão, rádio, jornais impressos e comunicação institucional.
José Menezes era considerado uma das grandes referências do jornalismo amapaense, marcado pelo profissionalismo, ética e por um espírito profundamente alegre e colaborativo. Em sua carreira, atuou como repórter, redator e apresentador de diversos telejornais locais em diferentes emissoras, além de ter integrado a equipe de Comunicação do Governo do Amapá.

2. “JoZeca” era reconhecido pela ética, profissionalismo e alegria no jornalismo. Fotos: arquivo pessoal

Comemorando aniversário em março deste ano com os colegas da comunicação do Tjap

Na Judicirádio, José Menezes e Ricardo Medeiros dividiram a apresentação de um programa que marcou a emissora
Nos últimos anos, vinha prestando sua experiência ao serviço público. Entre idas e vindas (2017, 2018, 2023 e 2025), ele integrava a equipe da Secretaria de Comunicação do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (TJAP). No tribunal, Menezes era uma das vozes da Judicirádio, a rádio web do poder judiciário local.
Em nota oficial, o presidente do TJAP, Desembargador Jayme Ferreira, manifestou profundo pesar:
“José Menezes será lembrado não apenas por sua competência, mas também pela generosidade, pelo espírito colaborativo, pela serenidade e pelo respeito com que tratou todos ao seu redor. Seu legado permanecerá vivo na memória daqueles que tiveram o privilégio de conviver, aprender e trabalhar ao seu lado.”
Além do profissional exemplar, os amigos o descrevem como uma “figuraça” — um homem prestativo, espirituoso, engraçado e, acima de tudo, um pai e avô amoroso e dedicado.
A morte de José Menezes acontece poucas horas após a perda de outro grande nome da imprensa local. Neste domingo (5), faleceu aos 69 anos o radialista e cronista esportivo Aníbal Sérgio Costa, uma das vozes mais marcantes do rádio amapaense. Aníbal enfrentava uma batalha complexa contra um câncer colorretal e havia celebrado o fim do tratamento oncológico em 2025.

Amigos lembram de José Menezes como um profissional generoso e sempre bem-humorado
O velório de Aníbal Sérgio ocorre nesta segunda-feira (6), a partir das 10h, na capela Ama Vida, no Centro de Macapá.
A partida de “JoZeca” também reacende a saudade de outra perda recente na comunicação do judiciário. Em 13 de março deste ano, faleceu o jornalista Ricardo Medeiros (Casemiro Medeiros), aos 57 anos, em Fortaleza (CE), onde tratava um câncer.
Ricardo Medeiros era companheiro inseparável de José Menezes na bancada e na produção da Judicirádio. Juntos, os dois formavam o que os colegas chamavam de uma “dupla imbatível” da velha guarda do jornalismo, deixando agora uma lacuna irreparável e muita saudade na crônica e na assessoria de imprensa do Amapá.
