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O Amapá ainda luta para ter o direito de exportar carne. O Estado tem o segundo maior rebanho bubalino do Brasil, mas como não consegue provar que é livre de aftosa não consegue explorar um de seus maiores potenciais econômicos. No dia 01 de novembro, a Agência Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro) inicia a nova etapa de vacinação contra a doença. A estimativa é vacinar 322 mil animais. Mais uma vez a meta é vacinar 100% do rebanho amapaense, o que na verdade nunca aconteceu.

O objetivo é melhorar a posição do Amapá no rancking brasileiro da aftosa. Hoje, o Estado é considerado área de alto risco para a doença. Há dois anos, a classificação era a pior possível: risco desconhecido. A Diagro acredita que este ano o Amapá pode sair da classificação de alto para médio risco.

A vacinação é obrigatória, o que gera punições aos criadores. Em 2013, 87,6% do gado amapaense, o equivalente a 282.987 animais, foram vacinados. Isso levou os agentes da Diagro a buscar os inadimplentes até fevereiro desse ano. Só em Macapá, 184 produtores não realizaram a vacinação. Este ano a Agência volta a pedir a contribuição de todos os produtores rurais, bem como de associações e lideranças comunitárias para evoluir o “status” sanitário do Estado.

A febre aftosa é uma doença infecciosa causada por um vírus que afeta bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e suínos. Os sintomas são: febre, lesões vesiculares nas mucosas do aparelho digestivo, focinho, espaços interdigitais e na pele. 

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