Compartilhamentos

Na próxima segunda-feira, 27, se houver sessão, a Assembleia Legislativa deve indicar os membros da comissão especial que irá investigar o vídeo onde aparece um suposto Camilo Capiberibe (PSB) recebendo dinheiro ilegalmente. Mas, como o partido do governador é minoria na Casa, dificilmente a legenda conseguirá indicar algum representante. A coligação “Frente Popular a Favor do Amapá” divulgou uma nota afirmando que o vídeo é uma montagem e que encaminhou o caso para a Polícia Federal.

O vídeo, de aproximadamente 10 segundos, mostra o que seria Camilo Capiberibe sentado segurando uma bolsa aberta. As imagens mostram essa pessoa recebendo pacotes de dinheiro e guardando na bolsa. O homem que entrega o dinheiro não aparece. Em um versão do vídeo espalhada nos grupos de Whatsapp na semana passada, legendas revelam um possível diálogo entre os dois onde se fala em R$ 60 mil que teriam sido combinados.

Deputado Zezé Nunes, autor do requerimento

Deputado Zezé Nunes, autor do requerimento. Foto: Ascom/Alap

No início da semana, a Assembleia Legislativa aprovou requerimento do deputado Zezé Nunes (PV) que solicita a criação de uma comissão especial para investigar o vídeo. É muito improvável que o PSB consiga indicar representantes. Hoje, a Assembleia é dividida em três blocos distintos: um formado por 19 parlamentares de vários partidos, o segundo pela bancada do PDT (3 deputados), e o terceiro pelo PSB (2 deputados).

A Frente Popular a Favor do Amapá, coligação que tem  PSB, PSOL, PT e PC do B, soltou uma nota afirmando que o vídeo é uma farsa. “Nós temos consciência do que estamos enfrentando, não esperamos outro comportamento dos nossos adversários e vamos até o final na luta contra a corrupção”, diz o documento.

A nota afirma ainda que João Capiberibe e Marcivânia Flexa foram vítimas de estratégia parecida nas eleições de 2006 e 2010. A coligação disse que pediu a Polícia Federal e ao Ministério Público Federal que façam uma perícia no vídeo.

Compartilhamentos