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Os servidores estaduais da saúde voltaram aos postos de trabalhos nesta quarta-feira, 13, após dois dias de paralisação. A categoria, que foi atendida através da agenda do servidor na terça-feira, 12, aguarda agora a contraproposta do governo do Estado do Amapá (GEA) sobre as reivindicações apresentadas na reunião.

O sindicato da categoria convocou uma assembleia  para a próxima sexta-feira, 15, para informar os servidores sobre todas as pautas que foram debatidas no primeiro encontro da mesa de negociações. “Nós cumprimos o que havíamos informado. Voltamos aos postos de trabalho depois da abertura da mesa de negociação com o governo. Agora aguardamos um retorno do Estado que deve acontecer na próxima reunião, marcada para a semana que vem”, informou o presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindsaúde), Ismael Rodrigues.

Servidores do Estado fizeram paralisação por dois

Servidores do Estado fizeram paralisação por dois dias

Segundo o representante do sindicato, a única sinalização repassada pelo governo foi o reajuste de 41% sobre o valor da Gratificação de Atividade em Saúde (GAS), um benefício semelhante a regência de classe dos professores, voltado apenas para os servidores da saúde que trabalham diretamente com o atendimento de pacientes nos hospitais.

“Um reajuste que é muito pequeno, perto da defasagem dos nossos salários. O que esperamos agora é a resposta do governo. Que deve dar uma posição sobre o reajuste de 36% nos salários, além da GAS para os demais servidores, como os enfermeiros do Samu, que mesmo fazendo atendimentos diretos, não recebem a gratificação”, explicou Rodrigues.

Macapá

Já os servidores de saúde do município de Macapá continuam em greve por tempo indeterminado. “Em relação ao município ainda esperamos uma posição da prefeitura, que até o momento só sinalizou para um aumento de 4% para os técnicos e enfermeiros, que hoje pedem um reajuste de 20%”, relatou o presidente.

Servidores da saúde Macapá continuam greve por tempo indeterminado

Servidores da saúde Macapá continuam greve por tempo indeterminado

Outro pedido do sindicato é o pagamento do piso salarial do agentes de endemias e de saúde, que deveriam receber um piso salarial nacional de R$ 1.014, mas que hoje só recebem um salário de R$ 783, valor menor que o salário mínimo que foi reajustado para R$ 788,00.

Segundo o Sindsaúde, hoje o governo federal repassa para a prefeitura  o valor integral para o pagamento dos agentes, mas o valor é dividido e pago de duas formas. “Os servidores recebem o valor do piso. Mas a prefeitura paga o salário de R$ 783 e o que sobra vem como gratificação. Ou seja, o município não quer pagar as gratificações e usa o restante do piso nacional para esse pagamento”, explicou Rodrigues.

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