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Servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) no Amapá entraram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira, 21. Eles reclamam melhorias salariais. A greve pode prejudicar a liberação de mercadorias para a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana.

O aumento do salário base foi impedido pelos vetos patrocinados pela presidente Dilma Rousself na MP-660. A paralisação está ocorrendo simultaneamente no Amapá, Roraima, Rondônia, Acre e Amazonas.

Os servidores são vinculados ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Midic). Eles cobram equiparação salarial com servidores de outras autarquias ligadas a esse Ministério, que hoje recebem salários maiores exercendo as mesmas funções.

O comércio de de importados de Macapá e Santana pode ser prejudicado

O comércio de de importados de Macapá e Santana pode ser prejudicado

“Em um comparativo rápido, servidores de outras autarquias como o Imetro, por exemplo, que realizam serviços semelhantes aos nossos, recebem hoje um salário base que ultrapassa os R$ 10 mil, enquanto que na Suframa o salário inicial e de R$ 1,4 mil”, explicou a agente administrativa da Suframa, Glauciane Brito.

Com os vetos dos três itens contidos na MP-660 que atingiriam os servidores da Suframa, o governo federal impediu que houvesse o reajuste que os servidores lutavam.

“Essa é uma luta antiga da categoria que pede o aumento há mais de três anos. Se os vetos não fossem feitos o salário inicial de agente subiria para R$ 2,7 mil. Os vetos marcam mais um golpe na mesa de negociação. Em 2013, quando paralisamos, o governo nos repassou que iria entregar em até 210 dias, um plano de reajuste, mas o prazo passou e nada foi feito. Com a luta da bancada federal pela MP-660 pensávamos que teríamos o aumento, mas as cláusulas que nos beneficiavam foram vetadas”, relembrou a agente.

Segundo os servidores, o governo informou que não há dinheiro em caixa para promover o aumento salarial, algo que para o sindicato da categoria não condiz com o caixa da autarquia, que hoje arrecada cerca de R$ 500 milhões, tendo uma folha de pagamento e custos de R$ 30 mil. Com a paralisação apenas 30% do serviço estão sendo mantidos.

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