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DA REDAÇÃO –

A sessão ordinária desta quarta-feira, 9, na Assembleia Legislativa do Amapá, demorou mais de 1h30min para começar. O atraso foi ocasionado pela paralisação do sistema online que gerencia todas as matérias que serão apreciadas pelos deputados. Além disso, o site foi deletado propositadamente. A ação é atribuída a um hacker na segunda ocorrência desse tipo na Alap em menos de uma semana.

A sessão deveria ter começado às 9h, mas só perto das 11h é que os trabalhados foram iniciados depois que os parlamentares foram informados sobre qual seria a pauta da ordem do dia. Com o sistema que alimenta os tabletes das mesas dos deputados paralisado, foi necessário distribuir cópias impressas do requerimento do deputado Paulo Lemos (PSOL).

O requerimento de Lemos pede à Corregedoria da Alap a abertura de procedimento para investigar a relação da Alap com a empresa Sigma, famoso contrato que culminou na Operação Créditos Podres, da Polícia Federal.  O requerimento foi aprovado por unanimidade pelos 14 deputados presentes.

Além de deletar o site, o hacker alterou a senha de acesso, obrigando a direção da Assembleia a entrar em contato com o desenvolvedor do site. Ele forneceu uma senha que possibilitou “quebrar” os novos códigos criados pelo hacker.  

Ainda não se sabe se é o mesmo hacker que na sexta-feira passada, 6, invadiu o Diário Oficial Eletrônico da Alap e publicou um decreto supostamente assinado pelo presidente afastado Moisés Souza (PSC). O decreto apócrifo tornava sem efeito os atos que afastaram Moisés no dia 1.

O hacker desta quarta-feira, 9, já foi identificado. Seria um ex-funcionário da Alap que foi exonerado na semana passada.

“Mas ainda não é possível afirmar que invadiu a primeira vez. Este nós já sabemos que acessou o nosso sistema de uma lan house usando um nome falso. O de hoje usou o próprio login do sistema. Essa pessoa foi exonerada, mas não teve a senha alterada, o que foi uma falha”, comentou uma fonte da Alap.

Assim como na sexta-feira, hoje a Polícia Federal também foi comunicada sobre a invasão. O site da Alap foi restabelecido no fim da manhã e nenhum arquivo foi deletado porque existe uma cópia do site no servidor intranet do Legislativo.

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