Compartilhamentos

CÁSSIA LIMA

Os estudantes que ocupam a Universidade Estadual do Amapá (Ueap) devem deixar o prédio da instituiçāo ainda essa terça-feira, 20, como prevê o acordo assinado entre Movimento Estudantil Independente e governo do Estado, nessa manhã. Além disso, uma reunião com técnicos e professores pretende colocar fim a greve geral que dura mais de 60 dias.

alunos tiram as correntes do portão da universidade

Aluno retira as correntes do portão da universidade. Fotos: Cássia Lima

O acordo tem três pontos: repasse de R$ 700 mil mensais para custeio mínimo da instituição; criação de um grupo de trabalho para discutir a universidade a curto, médio e longo prazo, composto por estudantes, técnicos e professores; e a instauração de uma auditoria nas contas da universidade desde a sua criação.

Marlom Vaz,

Marlom Vaz, estudante de filosofia: “apoiamos o movimento grevista dos técnicos e professores da Ueap”

“A prioridade é fazer o repasse mínimo mensal do que a universidade precisa para o pagamento de alugueis de prédios, terceirizados e a manutenção da mesma, que está engessada. A gente desocupa, mas apoiamos o movimento dos técnicos e dos professores. Mesmo porque, compreendemos que sem esses profissionais a universidade não funciona”, destacou Marlom Vaz, acadêmico do curso de filosofia.

A Ueap foi ocupada por estudantes no último dia 4 de maio. Técnicos e professores já estavam em greve desde o dia 17 de março. Segundo os grevistas, a universidade recebeu este ano apenas R$ 300 mil de R$ 1,3 milhão necessários para seu pleno funcionamento.

Nesta manhã, o movimento deliberou a ocupação e limpeza geral do prédio da instituição. Cerca de 10 alunos passaram a manhã limpando o prédio da universidade que será entregue à reitoria ainda nesta terça, sem nenhum dano ao patrimônio.

De acordo com o governo do Estado, a desocupação faz parte de um longo diálogo com os acadêmicos. Esta semana também ocorrerá uma reunião com os técnicos e professores da Ueap. A proposta do governo é mediar soluções para que a universidade retorne seu funcionamento e quando a crise amenizar, o repasse total seja efetuado.

Compartilhamentos