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ANDRÉ SILVA

Uma Organização Não Governamental está denunciando maus tratos a cães do Canil da Guarda Municipal de Macapá. Há um ano, o presidente da ONG gravou um vídeo que mostrava a falta de comida e de local apropriado para os cachorros. Hoje, para escapar dessa situação, os animais estão vivendo nas residências dos próprios guardas. O comandante da Guarda Civil Metropolitana de Macapá (GCMM) disse que em julho o abrigo estará pronto.

Cão encontrado preso sem água e ração

Cão encontrado trancado sem água e ração para comer

O vídeo mostra cenas das instalações do Canil Municipal e do Canil da Guarda Municipal. As imagens foram gravadas pelo presidente da ONG Unidade de Proteção Animal Costelinha (Upac), Vitor Hugo.

Ele conta que na época os animais não tinham o que comer e nem água para beber. E aparentavam estar desnutridos e fracos. Um pastor alemão que aparece no vídeo anda de um lado para outro, aparentando estar desorientado, e quando late aparenta fraqueza.

Cães usados pela Guarda Municipal

Cães usados pela Guarda Municipal

Ele disse que pulou o muro do local com ajuda de um amigo para gravar as imagens. Entre os cachorros existe ainda um da raça belga malinois.  Veja o vídeo.

“Estamos por saber onde estão esses cães. O vídeo mostra a situação de maus tratos que eles são submetidos. Hoje a prefeitura não tem estrutura nenhuma para comportar esses animais. A única coisa que eles fazem é vacinar”, denuncia Vitor.

Canil municipal está depredado e tomado por mato

Canil municipal está depredado e tomado por mato

O comandante da GCMM, Ubiranildo Macedo, disse que quando assumiu o comando da Guarda, os cachorros já estavam vivendo em condições precárias e que alguns ficavam presos em salas. Os cães não estão sendo usados em operações e nem treinando por problemas operacionais, segundo o comandante.

“Eu retirei os cachorros naquela época de lá e agora eles estão em canis particulares e na residência de alguns guardas. Estamos reformando o espaço. Eu recebi o comando com os cachorros dentro de salas, que não é conveniente porque ficava abafado”, informou.

Segundo ele, o que falta para retomar a obra é a falta de alguns materiais de construção, como cimento. Ubiranildo disse ainda que dentro de dois meses o abrigo estará pronto.

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