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ANDRÉ SILVA

Professores e alunos da Escola Estadual Professor Paulo Freire, no Bairro do Trem, área central de Macapá,  organizaram um bazar beneficente para para mandar dois alunos à Olimpíada de Matemática, que acontece de 28 a 30 deste mês em Salvador (BA).

A solidariedade deu o tom entre professores e amigos dos estudantes que pretendem participar da olimpíada de matemática. Fotos: André Silva

A solidariedade deu o tom entre professores e amigos dos estudantes que pretendem participar da olimpíada de matemática. Fotos: André Silva

Desafio do cubo: uma abordagem algébrica

Os alunos foram selecionados depois que participaram da etapa estadual onde apresentaram o projeto cujo nome já mostra um pouco a sua complexidade: “Desafio do cubo: uma abordagem algébrica”.

O projeto se deu a partir do desafio proposto pelo professor de Matemática, Lean Sousa. Ele levou um cubo para a sala de aula e os alunos perceberam que a partir daquela estrutura poderiam criar fórmulas e cálculos. Veja o vídeo:

“O desafio é esse: o aluno precisa encaixar algumas peças em um cubo de madeira. Há um padrão para a montagem . Perguntei a eles como poderíamos escrever matematicamente o cálculo de uma das faces desse cubo e depois o volume. O assunto é Produtos Notáveis. A partir daí, as demonstrações foram aparecendo e nós fomos orientando”, explica o professor.

É a primeira vez que alunos do módulo de Ensino de Jovens e Adultos (Eja) são selecionados para participar de uma competição nacional. Para Jaime Loiola, de 16 anos, que está na quarta etapa (7ª e 8ª série), a experiência bastante nova dá um gás a mais para continuar estudando. Ele sempre gostou muito de matemática.

Professores Marcos Amorim, Elan e Eliane Cruz

Professores Marcos Amorim, Elan e Eliane Cruz

“Pedi pro professor nos inscrever na feira estadual e tiramos o segundo lugar na etapa estadual, com isso conseguimos classificação para a Olimpíada.  Eu tive alguns problemas na escola no passado, mas agora quero recuperar o tempo perdido”, conta entusiasmado o aluno. Ele e outro aluno, Marcos Vitor, foram os selecionados.

Por enquanto, os alunos não têm nada garantido, como passagem, estadia, transporte e alimentação.

O bazar ofereceu roupas usadas seminovas, lanches, como bolo de macaxeira, salgados e sucos e uma rifas com prêmios valiosos. Todo dinheiro arrecadado vai para a despesas dos alunos e do professor que irá acompanhá-los.

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