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CÁSSIA LIMA

Parentes e amigos da empresária Antônia Leite Guimarães, de 52 anos, assassinada em março do ano passado, acompanharam na tarde desta segunda-feira, 17, a primeira audiência de instrução do caso na 2ª Vara do Tribunal do Júri. Quatro testemunhas foram ouvidas, mas outras duas faltaram.

A empresária, do ramo de limpeza, foi encontrada morta dentro de um carro modelo Fiat Idea no dia 15 de março do ano passado, no Loteamento Caranã, ao lado do conjunto Boné Azul, na Zona Norte de Macapá. Segundo testemunhas, Antônia foi vista pela última vez com o acusado, Cesar Santos da Costa, de 21 anos.

Antônia

Antônia Guimarães trabalhava com o marido. Fotos: arquivo

O crime ocorreu, segundo a polícia, depois que a vítima parou em um comércio onde a empresa dela fornecia mercadorias. Ela saiu do local acompanhada do acusado em seu carro e depois foi encontrada morta. Cesar ainda teria voltado no comércio e vendido o celular da vítima.

Antônia era casada e trabalhava junto com o marido, que estava viajando para o Oiapoque. Por isso, ela estava recebendo valores dos clientes.

Corpo da empresária quando foi encontrado

Corpo da empresária quando foi encontrado

Segundo a filha da vítima, Jaciane Leite Muniz Andrade, de 30 anos, a dor da perda da mãe é ainda recente.

“A dor me corrói todos os dias. Meu filho, que é neto dela, ainda pergunta pela avó. Eu espero que mesmo depois de todo esse tempo seja feita a justiça dos homens, porque a de Deus será feita no céu”, disse Jaciane.

A audiência ocorreu com a portas fechadas. Nela, apenas quatro testemunhas foram ouvidas. Elas confirmaram que viram o acusado saindo com a vítima e depois retornou sem ela, mas vendendo objetos pessoais da empresária.

Jaciane Leite Muniz Andrade, filha da empresária. Espera que justiça seja feita. Foto: Cássia Lima

Jaciane Leite Muniz Andrade, filha da empresária. Espera que justiça seja feita. Foto: Cássia Lima

Como duas testemunhas fundamentais não compareceram, o promotor do caso pediu para marcar uma segunda audiência de instrução com previsão para ocorrer em fevereiro de 2017. Nela será ouvido o acusado de latrocínio, Cesar da Costa.

“Nós só sabemos que era ela porque o rapaz que comprou o celular viu as fotos dela, e como nos conhecia ele procurou a gente. Ninguém tem o direito de tirar a vida do outro, ainda mais por um motivo tão pequeno. Ele roubou as joias dela e ainda a matou”, disse Viviane Souza, prima do viúvo da empresária.

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