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DA REDAÇÃO

Uma quadrilha interestadual especializada em furto e roubo de gado foi desmantelada e presa na madrugada desta sexta-feira, 18, na “Operação Marajó”, em Macapá. A ação é realizada pela Polícia Civil do Pará em cooperação com a equipe da Inteligência do Ministério Público do Amapá, Secretaria de Inteligência do Estado do Pará, Delegacia de Soure e Delegacia de Salvaterra.

De acordo com a investigação, o grupo era comandado pelo cabo da Polícia Militar do Amapá, Alex Dias, residente em Macapá. Ele teve a prisão temporária decretada, mas se apresentou espontaneamente acompanhado de advogado.

“Ele é comerciante de gado, e comprou 80 cabeças que estava transportando para Macapá. Quando soube que havia suspeita sobre a procedência do gado, ele devolveu os animais para uma senhora. O problema é que esse gado, e ele não sabia disso, é patrimônio de herança que está sendo disputada na justiça. No meio disso tudo estourou essa operação da polícia. Ele já tinha se voluntariado a depor em Soure a respeito do caso”, argumentou o advogado de defesa Maurício Pereira, que vai pedir a liberdade do acusado, que está detido no comando geral da PM. 

Foram presos durante a operação Diogo Sarmento Pinto Junior (Junior), Luís Figueiredo dos Santos (Preto), Rogério Souza Silva (Farinha), Orlando Freitas (Baguda) e Ademar Rodrigues da Silva (Torrão).

Outra parte do grupo, comandada por Marcelo Cruz Mendonça, preso em Salvaterra, também possui mandados de prisão que foram cumpridos em Soure e Salvaterra.

Os roubos aconteciam sorrateiramente durante as madrugadas nos rios do Pará, onde eram  subtraídos bois de fazendas da região do Arquipélago do Marajó.

A mercadoria era transportada em balsas para Macapá e comercializada em frigoríficos. A venda era um negócio bastante lucrativo para a quadrilha, que embarcava até 100 reses de uma só vez, cada uma custando em torno de R$ 1,5 mil, preço de mercado. 

Os presos ficaram custodiados na Delegacia Especializada em Crimes Contra o Patrimônio (DECCP) de Macapá e já foram recambiados ao Pará, onde vão responder pelos crimes cujos processos correm pela Comarca de Soure.

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