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CÁSSIA LIMA

Professores da Universidade Federal do Amapá (Unifap) decidiram na terça-feira, dia 1 de novembro, em assembleia geral, iniciar atos para construção de uma greve geral. Os docentes buscam fazer movimento unificado com outros setores públicos e privados.

Apesar dos professores não terem uma definição do início da greve, já foram decididos dois grandes atos: um marcado para o 11 de novembro, no qual serão debatidos os próximos passos do ensino superior; e uma paralisação dos professores no dia 25.

“Esses atos são de construção para a greve. A gente busca uma greve geral de vários setores unificados como saúde, educação e setores privados. Estamos nos organizando para uma greve forte e resistente”, explicou a professora Lilyan Rodrigues, do colegiado de jornalismo da Unifap.

Última greve foi em 2015. Foto: arquivo

Último movimento grevista foi em 2015. Foto: arquivo

Os professores já pautaram para o ato temas como o sucateamento das universidades, corte de verbas do ensino superior, plano de cargo, carreira e salário, além da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que vem causando muita polêmica ao tentar estabelecer um teto para o crescimento das despesas do governo federal e, assim, congelar os gastos durante 20 anos e alterar o financiamento da saúde e da educação no Brasil.

“Por enquanto as aulas continuam normais. Mas os alunos também estão construindo um movimento. A situação está insustentável não só na educação, mas nos outros setores também. Vamos debater de forma mais ampla e definir o calendário de uma greve geral”, frisou a professora, Camila Lippi, do colegiado de Relações Internacionais.

Greves

A última greve de professores federais foi em 2015 e durou 5 meses. Antes disso, ocorreu uma greve de quatro meses em 2012. Ambas tinham como pauta reajuste salarial, barrar os cortes de verbas do Governo Federal e mudar as péssimas condições de infraestrutura nas instituições de ensino superior.

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