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DA REDAÇÃO

A direção da Jari Celulose negou nesta quarta-feira (21) que tenha demitido 500 trabalhadores de seu complexo no Vale do Jari, no Sul do Amapá. A dispensa, ressaltou, foi realizada por uma terceirizada.

Os funcionários pertenciam à NDR Agro Florestal, como já havia sido divulgado pelo portal SELESNAFES.COM há duas semanas.

“Nunca houve interesse ou intenção, por parte da Jari Celulose, de incentivar ou promover demissões em massa de colaboradores, sejam eles da própria Jari Celulose ou de terceiras empresas estabelecidas”, comentou a empresa em nota.

Apesar disso, a Jari admite que cancelou contrato com a NDR, o que provocou a demissão em massa. Entretanto, a Jari diz que a rescisão foi motivada pelo descumprimento de inúmeras e reiteradas obrigações contratuais.

A empresa informou que a NDR vinha exigindo adiantamentos para continuar os serviços de manutenção. Os repasses teriam somado R$ 19 milhões sem que os serviços tenham sido realizados.  

“Não há como negar a incapacidade e ineficiência de gestão NDR Agro Florestal, bem como a sua culpa exclusiva pelos problemas que atingem essa mão de obra em questão. (…) Vale registrar que a Jari Celulose sempre deu máxima importância à questão social da região do Vale do Jari, cumprindo plenamente com seu papel institucional, mesmo com todas as dificuldades históricas do projeto”.

Trabalhadores demitidos após rescisão da Jari com a NDR. Foto: Rafaela Carrera

A Jari garantiu que mesmo tendo créditos de R$ 19 milhões, se sensibilizou com a situação dos trabalhadores e participou de todos os debates sobre o assunto com o sindicato da categoria, chegando a bancar parte das verbas rescisórias, apesar de os trabalhadores serem de outra empresa.  

A Jari Celulose se comprometeu com o sindicato a contratar diretamente parte dos trabalhadores demitidos e “abrir novas concorrências para contratação de serviços junto a outras prestadoras interessadas em se habilitar, o que certamente contribuirá para a absorção desta mão de obra excedente”.

BNDES

Sobre o empréstimo com o BNDES que os senadores Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Randolfe Rodrigues (REDE-AP) disseram que irão pedir auditagem, a Jari informou que desde 2013 não recebe qualquer recurso do banco, e que nem chegou a repactuar dívidas em 2016.

“Prova inconteste do que se alega pode ser encontrada no site eletrônico do BNDES, que tem a obrigação legal de divulgar todas as suas contratações e repactuações, em consagração ao princípio da transparência da gestão pública”, concluiu a empresa, se colocando à disposição do “(…) setor público, do mercado e da sociedade para prestar quaisquer esclarecimentos”.

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