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DA REDAÇÃO

A Justiça Federal de Macapá mandou soltar, na tarde desta quarta-feira (5), as duas pessoas que foram presas um dia antes saindo da central de distribuição dos Correios com dinheiro falso e supostas cartelas de LSD.

Apesar do pedido do Ministério Público Federal para que a prisão preventiva fosse decretada, o juiz aceitou as alegações dos advogados de ambos de que os dois possuem bons antecedentes e residência fixa.

No caso de Márcio Antônio Silva Marques, também pesou a profissão de mototaxista legalizado. Ele apresentou uma declaração do Sindicato dos Mototaxistas do Amapá atestando que ele exerce a atividade. O acusado é casado e tem 3 filhos.

advogada de Reilane Ferreira Pinheiro argumentou que ela tem uma filha e residência fixa, e os dois se comprometeram a atender todos os chamados durante a instrução do processo.

O laudo de constatação da Polícia Técnica do Amapá (Politec) deu negativo, mas como se trata de um exame preliminar, o laudo definitivo ainda será feito depois de mais testes no produto apreendido. Em casos semelhantes envolvendo supostos carregamentos de esctasy e MD, os laudos definitivos confirmaram se tratar de drogas sintéticas. 

Dinheiro falso encontrado com Reilane Pinheiro e o mototaxista

Os dois foram presos por policiais federais na manhã da terça-feira (4) ao deixar a Central de Distribuição dos Correios, na Rua São José, no Centro Comercial de Macapá.

Em depoimento, o mototaxista disse que estava atendendo a um homem identificado apenas como “Pedrinho”, que lhe telefonou e pediu que buscasse uma jovem na Baixada da Pará. A passageira era Reilane Pinheiro, que ele garantiu não conhecer.

Os dois foram até os Correios, e a ordem do suposto Pedrinho era de que ele aguardasse pela saída da passageira que ia buscar uma correspondência. Foi nesse momento que os dois foram presos por policiais federais com R$ 3,1 mil em notas falsas e 21 cartelas de LSD.  

Mototaxista disse que prestava serviços para Pedrinho, que a PF afirma ser um detento do Iapen

A PF diz que Pedrinho é detento do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). O mototaxista disse não o conhecer pessoalmente, e assegurou que não sabia que se tratava de um presidiário, apesar de desconfiar da maneira dele de falar, sempre usando muitas gírias. O mototaxista informou à PF que, a pedido de Pedrinho, buscava dinheiro com algumas pessoas e fazia depósitos em várias contas. Num período de 1 mês e meio teriam sido 6 depósitos.

Já Reilane Pinheiro disse que conheceu Pedrinho visitando o marido que é detento. Os dois seriam colegas de cela. Os dois acusados foram responder ao inquérito em liberdade.

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