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DA REDAÇÃO

O presidente do BNDES, Paulo Rabelo (centro na foto em destaque), disse nesta quarta-feira (5) que vai convidar a direção da Jari Celulose para iniciar uma conversa para a renegociação da dívida da empresa com o banco. A informação foi repassada aos senadores Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Randolfe Rodrigues (REDE-AP).

Os dois parlamentares foram até a sede do banco para discutir a situação da empresa Jari Celulose, que em maio deste ano rescindiu contrato com uma grande prestadora de serviço gerando a demissão em massa de 468 trabalhadores. As dispensas geraram grande impacto na economia da região.

A Jari vem enfrentando uma crise desde 2013. Este ano, ela chegou a paralisar suas atividades durante 50 dias após a explosão de uma caldeira. Sem produção, a Jari parou de pagar o empréstimo do BNDES e foi executada.  

Encontro com trabalhadores demitidos em maio. Foto: Rafaela Carrera

Em junho, os dois senadores se reuniram com os trabalhadores, que alegaram também não estar recebendo suas verbas indenizatórias.

O presidente do BNDES disse que ainda esta semana, a direção da Jari vai ser chamada para uma reunião.

“Durante esse encontro nós vamos discutir a renegociação do parcelamento da dívida”, adiantou Rabelo.

O senador Davi Alcolumbre saiu satisfeito da reunião.

“Nós temos dois compromissos firmados a partir de agora, um é do presidente do BNDES favorável à renegociação do parcelamento da dívida da Jari, e o outro do presidente da empresa, de que os trabalhadores que foram demitidos serão recontratados”, informou Davi.

Jari chegou a paralisar por quase dois meses este ano. Foto: Gesiel Oliveira

Depois do encontro, os senadores falaram por telefone com o presidente da Jari Celulose, Sérgio Amoroso.

“Ele se comprometeu em recontratar todos os demitidos. Estamos satisfeitos com essa conversa porque os trabalhadores de Laranjal precisam de seus empregos para sustentar suas famílias. Para nós isso ainda não está resolvido, vamos continuar cobrando a readmissão desses trabalhadores e se ela não ocorrer, de imediato, a gente volta ao BNDES e vamos procurar, de novo, a presidência da empresa”, disse Randolfe.

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