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DA REDAÇÃO

Nos 16 municípios amapaenses há conflitos no campo, segundo o geógrafo Gustavo Ferreira, que prestou assessoria na construção do Atlas de Conflitos na Amazônia, divulgado na quinta-feira, 28, pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), em parceria com outras entidades.

A publicação dá visibilidade, principalmente por meio de mapas, aos conflitos no campo existentes nos 9 estados da Amazônia Legal. O material tece um cenário de embates que perduram anos, agravando a situação agrária na região.

No capítulo de cada estado, um conflito ganha destaque. No Pará, por exemplo, o atlas apresenta a chacina de Pau D’Arco, que ocorreu no fim de maio deste ano; e pelo estado de Mato Grosso, o exemplo foi o massacre de Colniza, que ocorreu em abril.

“Só pra ter uma ideia dos estados, no Amapá, 100% dos municípios estão envolvidos em conflitos. É claro que no Amapá nós temos 16 municípios, mas a totalidade dos municípios do Amapá estão envolvidos em conflitos vigentes hoje. No Mato Grosso tá na ordem de 70%, ou seja, o equivalente a 97 municípios de Mato Grosso estão envolvidos em conflitos”, reforçou Gustavo Ferreira.

Em 2016, foram registrados 61 assassinatos por conflitos no campo em todo país, 48 deles na Amazônia Legal. Em 2017, até o momento, foram registrados 63 assassinatos, 49 deles na região amazônica.

O atlas servirá para nortear o Ministério Público Federal, na definição de diretriz para os próximos anos.

*Foto: Comissão Pastoral da Terra

 

 

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