Por ANDERSON MELO, de Macapá (AP)
O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) alertou a população sobre criminosos que estão se passando por servidores, magistrados e representantes do Poder Judiciário para aplicar golpes financeiros, principalmente por meio de transferências via PIX.
Segundo o tribunal, os golpistas utilizam informações reais de processos judiciais para dar aparência de legitimidade aos contatos, feitos principalmente por WhatsApp e ligações telefônicas. Em muitos casos, os criminosos prometem liberação de valores, decisões favoráveis ou agilização de processos mediante pagamento imediato.
As mensagens costumam conter números de processos verdadeiros, nomes de magistrados, advogados e servidores, além de imagens oficiais do Judiciário, numa tentativa de convencer as vítimas de que o contato é verdadeiro.
O juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) do TJAP, Ailton Marcelo Mota Vidal, reforçou que a Justiça do Amapá não solicita depósitos, transferências ou pagamentos via PIX para liberar valores ou acelerar decisões judiciais.

Olho da notícia: Golpistas usam WhatsApp, dados processuais e mensagens urgentes para dar aparência legítima às abordagens. Foto: reprodução
O magistrado destacou ainda que os criminosos utilizam pressão psicológica, senso de urgência e até ferramentas de inteligência artificial para produzir áudios, vídeos e imagens manipuladas, tornando os golpes ainda mais sofisticados.
O TJAP orienta que qualquer pedido de pagamento relacionado a processos judiciais deve ser tratado com desconfiança. A recomendação é interromper imediatamente o contato, não realizar transferências, não fornecer dados pessoais ou bancários e confirmar todas as informações exclusivamente pelos canais oficiais do tribunal.
A orientação também é guardar mensagens, números de telefone, áudios, capturas de tela e comprovantes, além de procurar a unidade judicial responsável pelo processo e registrar ocorrência policial em caso de tentativa de golpe.

