Suspeito de matar a própria filha de 1 ano em Macapá segue foragido

Indiciado por homicídio triplamente qualificado, Antônio José da Silva é procurado pela Justiça desde 2025
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Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)

Um dos casos mais intrigantes já registrados em Macapá continua sem desfecho. Quase dois anos após a morte de uma bebê de apenas 1 ano e 5 meses, a Polícia Civil do Amapá segue em busca de Antônio José da Silva, apontado como o principal suspeito de tirar a vida da própria filha.

A tragédia veio à tona na manhã de 31 de julho de 2024, quando a criança foi encontrada morta dentro da residência da família, no bairro Infraero, zona norte da capital. O episódio causou comoção e indignação após o laudo da Polícia Científica apontando que a menina foi vítima de asfixia mecânica.

Ao longo das investigações, policiais ouviram parentes, vizinhos e pessoas próximas da família. Os relatos revelaram um ambiente marcado por constantes discussões e momentos de tensão. Testemunhas afirmaram que, na noite anterior à morte, ouviram o choro insistente da criança, já a mãe da vítima relatou aos investigadores que o companheiro apresentava comportamento violento no ambiente familiar. Outro fator que chamou a atenção da polícia foram as diversas contradições identificadas nos depoimentos prestados pelo suspeito durante a apuração.

Diante dos elementos coletados, Antônio José da Silva foi indiciado por homicídio triplamente qualificado. Porém, antes que pudesse ser preso, desapareceu e passou a ser considerado foragido da Justiça.

Em depoimento à polícia, Antônio apresentou a seguinte versão: Segundo ele, a pequena teria passado todo o dia 30 de julho chorando sem parar. Já durante a madrugada, por volta de 1h, afirmou que deu banho na filha na tentativa de acalmá-la e, em seguida, a entregou aos cuidados da mãe antes de ir dormir em outro cômodo da residência.

Polícia Civil segue em diligências para localizar o suspeito e pede apoio da população para encontrar o foragido. Foto: Olho de Boto/SelesNafes.com

O suspeito relatou ainda que saiu de casa por volta das 7h30 da manhã do dia seguinte (31). Ao retornar, disse ter encontrado a menina já sem vida.

Ainda de acordo com o depoimento do suspeito, a criança apresentava espuma branca saindo pela boca e pelo nariz, além de manchas arroxeadas nas costas. Declarou também que a bebê estava sem roupas no momento em que foi encontrada, assim como os outros dois filhos do casal, alegando que era costume das crianças dormirem dessa forma.

Depois de quase dois anos da morte, o paradeiro do acusado continua sendo um mistério. As forças de segurança mantêm as buscas e pedem o apoio da população.

Qualquer informação que possa levar à localização do suspeito pode ser repassada de forma anônima à Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), pelo telefone (96) 99170-4302. O mandado de prisão preventiva contra o suspeito foi expedido em fevereiro de 2025 e é válido até 2044.

Seles Nafes
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