Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) deferiu o pedido de regularização das contas anuais do partido Agir, referentes ao exercício financeiro de 2018, e determinou o restabelecimento do direito da legenda ao recebimento de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). A decisão foi é do juiz Alex Lamy, a pedido do empresário e ex-candidato ao governo, Jaime Nunes.
As contas do Diretório Estadual do Agir haviam sido julgadas como não prestadas em 2022, situação que impôs restrições à legenda, entre elas a suspensão do acesso aos recursos públicos destinados aos partidos. Após o trânsito em julgado daquela decisão, a sigla ingressou com pedido de regularização, procedimento previsto na legislação eleitoral para os casos em que a documentação exigida é apresentada posteriormente.
Durante a análise do pedido, o Núcleo de Análise de Contas Eleitorais e Partidárias (NACEP) concluiu que os documentos entregues permitiram a verificação das informações contábeis do exercício de 2018. A manifestação foi acompanhada pela Procuradoria Regional Eleitoral.

Candidato ao governo pelo PSD em 2022. Fotos: Marco Antônio P. Costa/Portal SN
Cenários
Procurado pelo Portal SN nesta segunda-feira (6), Jaime Nunes confirmou que assumiu a presidência do partido e que analisa os cenários do pleito deste ano. Questionando sobre qual seria o cargo em vista, o empresário disse que ainda não tomou nenhuma decisão.
“Estamos regularizando e restruturando o partido, mas, por enquanto, apenas analisando os cenários e conversando com algumas lideranças”, respondeu.
Jaime comanda a rede Domestilar e a transportadora Norte Log, além de ser sócio e investidor de várias empresas. Habilidoso nos negócios, ele também sempre fez questão de participar da vida pública e disputou vários cargos majoritários. A última candidatura ocorreu em 2022, quando concorreu contra Clécio Luís ao governo do Estado.
Recentemente, nas discussões sobre a exploração do petróleo, os dois tiveram uma ‘reaproximação institucional’, mas Jaime vem mantendo uma linha independente.

