Macapá (AP)
A tentativa de influenciar o voto de trabalhadores por meio de pressões no ambiente profissional ganhou força nas eleições deste ano. Levantamento divulgado pelo Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá mostra que foram registradas 74 denúncias de assédio eleitoral nos dois estados. O número representa um crescimento de 19,3% em relação às eleições gerais de 2022, quando o órgão recebeu 62 denúncias. No Amapá, o aumento foi ainda mais expressivo: os registros saltaram de dois para 12. No Pará, passaram de 60 para 62.
O Pará concentra a maior quantidade de denúncias entre os estados da Região Norte, com 62 ocorrências, equivalentes a 43,6% do total regional. O Amazonas aparece em segundo lugar, com 30 registros. Além do aumento das reclamações, cresceu também o número de casos levados à Justiça. Neste ano, seis denúncias resultaram em ações judiciais, contra duas em 2022.
A atuação do MPT foi intensificada na reta final da campanha presidencial. Na sexta-feira (23), equipes do órgão estiveram em três estabelecimentos comerciais de Capanema e Capitão Poço, no interior paraense, para apurar suspeitas de interferência na escolha política dos funcionários. Durante as diligências, foram expedidas recomendações para assegurar a liberdade de voto dos empregados.
Para atender possíveis vítimas durante o segundo turno, o MPT organizou um esquema especial de funcionamento neste fim de semana. A sede em Belém e as unidades de Marabá, Santarém e Macapá terão atendimento presencial até às 17h neste domingo (25).

