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A justiça mandou soltar um dos suspeitos de estuprar uma menina de 13 anos na semana passada, no bairro do Pacoval. Para o juiz que cuidou do caso, não há provas de que Cezar Quaresma de Souza, de 24 anos, estivesse no local do crime. Além disso, não há laudo de conjunção carnal ou de lesões corporais feitos na vítima. A menor violentada ainda sofreu 16 facadas e continua internada, mas sem risco de morte.

O alvará de soltura foi expedido na última sexta-feira, 7, mas só na segunda-feira, 10, a 4º Vara do Tribunal do Júri de Macapá proferiu a decisão de relaxamento de prisão do acusado. O juiz de direito Carlos Fernando Ramos, afirma no processo que “as provas se revelaram inadequadas ou insuficientes. Falta comprovação material do delito, da qual se tem apenas fortes indícios”. Os outros dois menores de idade que indicaram Cezar à polícia continuam detidos.

A mãe da menor não quer falar sobre o caso, mas uma tia da vítima disse que está revoltada com a decisão judicial. “É um absurdo essa decisão. Ele estuprou ela, os comparsas o denunciaram. Ele estava na festa e saiu de lá com ela, testemunhas comprovam isso”, garantiu a tia.

A delegada Elza Nogueira, da Delegacia de Crimes Contra a Mulher, prefere não dar maiores detalhes a respeito da investigação. A menina de 13 anos saiu de casa sem o consentimento dos pais. Ela sofreu tortura sexual com um cabo de vassoura por três homens.

Depois do crime a menina foi encontrada no quintal da própria casa. A polícia suspeita que os criminosos a abandonaram no local achando que ela estava morta. “Sabemos que ela foi violentada, depois esfaqueada, mas há uma grande dúvida de como ela foi parar no quintal da própria casa”, afirma a delegada.

O estado da vítima é grave, ela perdeu a vesícula, tem um grave ferimento no útero e está desacordada. A polícia aguarda para fazer exames e conseguir o depoimento da vítima. Os menores que teriam participado do crime continuam detidos no Cesein.

 

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