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A Divisão de Vigilância Epidemiológica do Estado revela que é quase inevitável que a febre chikungunya tenha aumento de casos em Macapá nos próximos meses. Segundo os técnicos do órgão, estrangeiros que entram no Estado pelo município de Oiapoque pode trazer a doença sem apresentar os sintomas. Mas forem picadas pelo mosquito transmissor a doença fica aqui, e eles voltam para seus países.

A diretora da Divisão de Epidemiologia, Iracilda Costa, enfatiza que neste momento a população é a principal responsável por manter a doença longe de Macapá. Ela diz que as pessoas devem destruir os criadouros do mosquito transmissor, que é o mesmo da dengue. “A população deve combater os focos do mosquito através de medidas simples, como a limpeza dos quintais eliminando qualquer tipo de água parada”, esclarece.

A febre chikungunya é diferente da dengue. A doença pode evoluir para três fases. A primeira é a fase aguda que pode durar até 13 dias, quando o paciente apresenta apenas febre. Na segunda fase, chamada de sub-aguda, pode durar até 3 meses, quando o paciente apresenta, além da febre, dores muito fortes nas articulações. E a terceira fase, conhecida como fase crônica, quando o paciente pode sofrer por até três anos.

O PRIMEIRO CASO

O primeiro caso registrado de chikungunya no Amapá, e no país, foi o da professora Priscila Cordovil, de 31 anos (foto), que trabalha numa escola no município de Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá, na fronteira com a Guiana Francesa. A preocupação das autoridades sanitárias é porque a professora não viajou para fora do Brasil, o que significa que ela contraiu a doença em Oiapoque.

O pai da professora Priscila foi a segunda vítima. Ele trabalha como motorista, também em Oiapoque, e tem 59 anos. Ele teve a fase leve da doença, quando apenas febre aparece. Já Priscila evoluiu para a fase sub-aguda, e teve dores muito fortes nas articulações.

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