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A Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Amapá (Sejusp) pedirá a transferência de criminosos que estão no Iapen, mas conseguem comandar assaltos e o tráfico de drogas de dentro de suas celas. A polícia acredita que vários deles possuem ligações com o PCC, a facção criminosa que tem ramificações em presídios de outros estados e nasceu em São Paulo.

As investigações culminaram numa operação, na terça-feira, 20,  para o cumprimento de 48 mandados de prisão, 33 para criminosos que já estão no Iapen. Numa entrevista coletiva nesta quarta-feira, 21, os policiais descobriram que os bandidos estavam organizados e que tinham até uma espécie de plano de previdência, onde cada um contribuía com cerca de R$ 400 mensalmente. O valor poderia ser sacado pelas famílias dos criminosos nos períodos em que estivessem presos. “Foram meses de investigações até formamos uma teia de informações. Todos esses suspeitos estão ligados, inclusive com um estatuto com regras e funções estabelecidas dentro organização. Todos se comunicam uns com os outros dentro do Iapen”, relatou o delegado Celso Pacheco.

Os bandidos também organizavam assaltos a agentes bancários e nada impede que eles continuem agindo mesmo depois da operação. Por isso o Amapá vai apressar o pedido de transferência para presídios federais. “Esse procedimento é para minimizar o contato desses detentos e isso pode ajudar a combater a instalação desses crimes no Amapá”, informou Celso Pacheco.

A polícia ainda vai analisar as escutas telefônicas e todos os documentos apreendidos em residências e nas celas dos próprios presos. A operação contou com o apoio de 270 policiais civis e militares.

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