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Até às 14 horas desta terça-feira, 20, a polícia continuava cumprindo parte dos 33 mandados de busca e apreensão dentro do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). A mega operação encontrou provas de que detentos comandavam ações criminosas de dentro das celas. Segundo a Polícia Civil, a operação procura desarticular a quadrilha, além de investigar envolvimento de presos com organizações criminosas de outros estados. As buscas dentro do presídio iniciaram às 6 horas e tem previsão de término para às 16 horas.  

Até agora a Polícia Civil divulgou poucas informações, mas fontes confirmam que foram encontradas anotações bancárias, lista telefônica e celulares que comprovam que presos comandavam assaltos, roubos e até homicídios de dentro do Iapen. Os presos que possuem mandados de busca estão sendo ouvidos dentro do Iapen pelos delegados Paulo Reyner, Glemerson Arandes, Wellington Ferraz.

A polícia tem como alvos traficantes que podem ter ligação com uma facção criminosa que domina os principais presídios do país, e já teria ramificações no Estado, o PCC.

Casal preso no Infraero I

Casal preso no Infraero I

Homens do Bope retiram e fazem a contenção dos presos, enquanto agentes penitenciários e policiais civis revistam todos os pavilhões. Como as celas estão superlotadas, o trabalho é lento. A Secretaria de Justiça e Segurança Pública ainda não deu nome a operação.

Mega Operação

Ao todo, são 48 mandados de prisão, busca e apreensão expedidos pela Justiça do Amapá. A mega operação mobilizou 200 policiais civis e militares. Homens do Bope e agentes penitenciários trabalham desde às 4 horas da manhã.

Oito delegados e quatro delegacias tentam desvendar a relação do tráfico de drogas amapaense com o Primeiro Comando da Capital. A operação é resultado de oito meses de investigações do Núcleo de Operações e Inteligência (NOI), da Polícia Civil.

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