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Muita comoção e revolta marcaram o enterro do taxista Walmir Arrelia Paes, 48 anos, mais conhecido como “Bailarino”, na manhã desta segunda-feira, 16, no cemitério São José, no Bairro do Buritizal. O taxista faleceu na madrugada do último domingo na Rua Claudomiro de Moraes, Bairro do Congós, depois de ser atropelado por um veículo conduzido por funcionário temporário da  Companhia de Trânsito de Macapá (CTMac).

A Montana dirigida por Marciclei ficou destruída na batida

A Montana dirigida por Marciclei ficou destruída na batida

Walmir Arrelia estava ao lado do seu táxi quando foi atropelado

Walmir Arrelia estava ao lado do seu táxi quando foi atropelado

De acordo com o registro policial, Walmir Arrelia estava do lado de fora do seu táxi em frente a uma festa, a espera da última viagem da noite, quando uma picape, tipo Montana, dirigida por Marciclei Pantoja, de 34 anos, apareceu em alta velocidade no sentido Congós/Buritizal e atingiu o taxista, que morreu na hora. Ainda desgovernada a Montana atingiu uma moto, conduzido por Raykeison Brito Coelho, de 22 anos, que não teve ferimentos graves. A picape também atingiu um terceiro veículo. Marciclei já foi encaminhado para a penitenciária e também foi demitido dos quadros da CTMac. De acordo com a polícia, ele estava dirigindo embriagado.

Familiares e amigos do taxista estavam revoltados durante o enterro do taxista

Familiares e amigos do taxista estavam revoltados durante o enterro

Thayse, filha do taxista pede justiça

Thayse, filha do taxista, pede justiça

Bailarino costumava trabalhar à noite para melhorar o faturamento. Ele era muito conhecido pela irreverência, experiência e pelas piadas que contava. O taxista deixou esposa e quatro filhos. “Meu pai saiu para trabalhar e não voltou. Ninguém sabe a dor que sentimos. O mais revoltante é saber que o assassino pode sair a qualquer momento, enquanto meu pai nunca mais vai voltar”, desabafou a filha da vítima, Thaysa Del Castilho Paes, de 16 anos. “A classe pede justiça e  aplicação correta da lei. Não vemos blitz do Detran desde o início do ano. Operações como a Lei Seca, coibia esse tipo de acidente”, reclamou o presidente do Sindicatos dos Taxistas do Amapá (Sindtaxi), Risonilson Barros.

Cristina Baddini, da CTMac: Marciclei já foi demitido

Cristina Baddini, da CTMac: Marciclei já foi demitido

O acusado, Marciclei Pantoja está preso no Iapen, mas seu advogado já recorreu para que ele aguarde julgamento em liberdade. Ele está sendo acusado de homicídio qualificado. “É inadmissível que dentro de um órgão de trânsito, um cidadão venha dirigir alcoolizado. A CTMac lamenta muito a perda deste taxista e oferece todo o apoio à família”, disse a presidente da CTMac, Cristina Baddini, ao anunciar a demissão de Marciclei.

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