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As lixeiras viciadas e o descarte de lixo dentro dos canais são pragas difíceis de erradicar. Nesta segunda-feira, 27, uma equipe da Secretaria de Manutenção Urbanística de Macapá (Semur), responsável pela limpeza da capital, flagrou um homem jogando lixo na margem de uma rua, no Bairro Jardim Marco Zero. Ele foi obrigado a voltar e recolher o lixo, mas na maioria das vezes a história não termina assim.

Neste caso, o flagrante ocorreu por volta das 10h30min, próximo ao Estádio Zerão. Fiscais viram quando o homem estacionou uma picape e despejou várias sacas de “moinha” (resíduo de madeira). O local é uma das dezenas de lixeiras viciadas da capital, e é usado principalmente por donos de açougues que querem se livrar de ossadas.

Lixo acumulado em um dos 40 pontos mapeados pela prefeitura

Lixo acumulado em um dos 40 pontos mapeados pela prefeitura. Foto: Cássia Lima

O sujão recebeu duas notificações, uma da Semur, e outra da Secretaria de Meio Ambiente (Semam). Em caso de reincidência ele poderá ser multado em até R$ 2 mil por descarte de lixo em local inadequado.

A Semur tem mapeado as lixeiras viciadas de Norte a Sul da capital. O trabalho ainda não terminou, mas já foram identificados cerca de 40 pontos irregulares de descarte. O trabalho de erradicação é complexo, e exige três etapas.

Erradicação passa pela educação, retirada e monitoramento durante 2 meses

Erradicação passa pela educação, retirada e monitoramento durante 2 meses

“Primeiro entramos com um trabalho de educação, explicando os prejuízos de se jogar o lixo em qualquer lugar, e informando também os dias e horários de coleta. Pedimos sempre que a população aguarde o dia certo. Depois retiramos o entulho e ficamos dois meses fazendo o monitoramento do local”, explica o chefe da Divisão de Fiscalização e Serviços Públicos da Semur, Khalil Abrantes.

Apesar da complexidade, o combate tem apresentado resultados, como ocorreu no Marabaixo 4, Zona Oeste da cidade, onde as ruas são estreitas e os caminhões coletores não conseguiam entrar.

Por conta disso, os moradores elegeram a entrada do bairro como uma grande lixeira. “Nós fizemos esse trabalho de erradicação lá e deu certo. Hoje um pequeno trator com uma carrocinha entra nas ruas estreitas e recolhe o lixo”, explica Abrantes.

Entretanto, as equipes têm dificuldades para erradicar outros pontos. Na “Caesinha”, comunidade do Bairro Perpétuo Socorro, e nos bairros ao longo do chamado “Canal do Beirol”, os técnicos da prefeitura tem encontrado carcaças de geladeiras, fogões, entulho de quitais e restos de açougues entre os resíduos mais comuns.

É limpar tudo num dia, para encontrar tudo de novo no dia seguinte. Nesses locais, as lixeiras resistem junto com a falta de educação.

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