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O professor Agenilson da Silva Pereira, 38 anos, pai do menino Carlos Daniel, de sete anos, que morreu no dia 21 de abril vítima de leucemia, reclama que ainda não recebeu os recursos financeiros que deveriam ser destinados ao tratamento do garoto através do Programa Tratamento Fora do Domicílio (PTFD).

O dinheiro referente ao período de 04 de março a 13 de abril de 2015. De outro lado, a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde informou que falta Agenilson encaminhar a certidão de óbito do menino para que o processo de pagamento seja concluído.

Agenilson protocolou nesta quinta-feira, 17, no Ministério Público Federal (MPF) um documento com pedido de outras pessoas que também estão com o pagamento em atraso. Ele quer que os atrasos sejam investigados pelo MPF.

“No início eles pediram o laudo médico para que fosse realizado o repasse. Sete dias antes da morte do meu filho dei entrada, mesmo assim o repasse não foi feito. Agora querem o atestado óbito para liberar o dinheiro. Esse atraso que não é apenas no caso do Carlos, pois consegui encontrar outras três pessoas que estão com o mesmo problema. Então juntei todos e dei entrada no pedido junto ao MPF”, explicou o professor.

O Portal da Transparência mostra que o pagamento de Raimunda Vilhena foi liberado

O Portal da Transparência mostra que o pagamento de Alison Vilhena foi liberado

Em um dos casos citados pelo professor Agenilson, o Portal de Transparência do governo mostra que o repasse já foi feito, mas o dinheiro não pode ser sacado por Raimunda Vilhena Cordeiro. Ela está no mesmo hospital em que Carlos Daniel se tratou, o Santa Marcelin, acompanhando o filho Alisson Vilhena do Santos, que também sofre de leucemia.

“O Agenilson pesquisou e verificou que o pagamento do PTFD do meu filho já estava liberado de acordo com o portal da transparência, mas quando fui ao banco para receber o pagamento não estava liberado, mesmo após tantos meses sem receber”, contou Raimunda.

Segundo o portal da transparência, o pagamento de Alisson foi liberado no dia 30 e é referente a oito meses.

 

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