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A 2ª Vara do Tribunal do Júri do Amapá ouviu na manhã desta quarta-feira, 12, o modelo Sérgio Luiz Miranda da Silva, de 21 anos. Ele é réu confesso do assassinato do carnavalesco e fisioterapeuta Francisco Chagas, de 48 anos, ocorrido em maio deste ano em Macapá.

Sala de instrução ficou de portas fechadas durante a audiência. Fotos: Cássia Lima

Sala de instrução ficou de porta fechada durante a audiência. Fotos: Cássia Lima

Sandro Ferreira, amigo de Chagas: ainda dói

Sandro Ferreira, amigo de Chagas: ainda dói

A expectativa é de que o caso vá à júri popular ainda neste ano. Os dois advogados de defesa não permitiram que a imprensa acompanhasse a audiência e nem imagens do réu. Além de Sérgio Luiz, mais 9 testemunhas, entre acusação e defesa prestaram depoimento.

Chagas (à esquerda) e Sandro à direita

Chagas (à esquerda) e Sandro à direita: trajetória na Maracatu

“É uma perda que ainda dói. Foi um crime covarde e covarde. Ainda citamos o nome dele (Chagas) nas rodas de conversa e nos planos da Maracatu. A justiça será feita temos certeza, mas nada trará ele de volta. Por isso ainda estamos com sentimento de luto”, revelou o amigo do carnavalesco, Sandro Ferreira.

O modelo está preso no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) desde o dia 1º de junho, quando foram encontrados na casa dele um televisor, roupas e outros objetos da vítima. Ele é acusado pelos crimes de homicídio qualificado, furto e ocultação de cadáver.

O crime ocorreu dia 30 de maio na casa da vítima, segundo apurou a Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (Decipe). A polícia descobriu o corpo abandonado pelo assassino em Fazendinha.

Sérgio Luiz, que foi mister Amapá, afirmou à época do crime que estava sob efeito de drogas e perdeu o controle durante uma discussão com a vítima que morreu com uma “gravata”. De acordo com a polícia, ele teria usado o carro da vítima para desovar o corpo e transportar objetos da casa do carnavalesco.

Corpo foi encontrado por volta das 10 horas do dia 1 de junho. Foto Arquivo

Corpo foi encontrado por volta das 10 horas do dia 1 de junho. Foto Arquivo

Chagas, como era mais conhecido, trabalhava havia 20 anos como servidor administrativo do MPE sempre pela manhã. Ele também era fisioterapeuta concursado do Estado, além de ter um longo e reconhecido trabalho como carnavalesco da escola de samba Maracatu da Favela.

Pela manhã, muitos amigos de Chagas foram para audiência acompanhar o desenrolar dos fatos.

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