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Um velejador de kitesurf ficou durante três horas desaparecido no Rio Amazonas, na tarde desta sexta-feira, 9. Ele sofreu um acidente com o equipamento enquanto velejava a pelo menos 6 quilômetros da orla de Macapá. Ele ficou a deriva, mas depois conseguiu se salvar nadando até a margem.

Klecy Pantoja é policial militar e considerado um dos mais experientes e preparados atletas de kitesurf do Amapá. Costuma velejar nos fins de tarde junto com outros atletas na frente da cidade, mas ontem algo inesperado aconteceu.

“Uma das linhas arrebentou e a pipa caiu estourando uma das boias infláveis dela. Por isso ele não conseguiu redecolar”, explicou o ex-presidente da Associação de Velejadores do Amapá, Eliton Franco.

Aglomeração em torno das buscas ao velejador. Foto: Maria José Tavares

Aglomeração em torno das buscas ao velejador. Foto: Maria José Tavares

Quando o acidente ocorreu, o velejador estava muito distante da orla, próximo de um farol. Quando os colegas perceberam que ele não havia voltado para a orla decidiram chamar o Corpo de Bombeiros. Durante várias horas equipes fizeram buscas no Rio Amazonas, mas sem sucesso.

Enquanto isso, Pantoja lutava contra a corrente para chegar à margem mais próxima onde havia muita vegetação. O risco foi grande, especialmente porque os velejadores sabem que a prancha de kite tem uma flutuação diferente da prancha de surf.

Velejador ao chegar à sede da associação: cansaço. Foto: Associação de Velejadores

Velejador ao chegar à sede da associação: cansaço. Foto: Associação de Velejadores

“A prancha de kite flutua apenas o necessário para deslizar puxada pela pipa. Ela não salva uma vida como a de surf”, explica Franco.

Pantoja conseguiu nadar até a margem e andou durante várias horas até chegar ao Bairro Perpétuo Socorro, na Zona Leste da capital, onde fica a sede da Associação de Velejadores. Já passava das 21 horas. Além do cansaço e do susto, ele não teve ferimentos.

De acordo com a associação, não foi a primeira vez que uma acidente como esse ocorreu, mas até agora, felizmente, nenhum foi grave.

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