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DA REDAÇÃO –

Por incrível que pareça, há uma semelhança fundamental entre a Baixada do Ambrósio, uma das comunidades mais pobres do município de Santana, e o sertão árido nordestino. Nos dois lugares, os habitantes não sabem o que é ter água na torneira. A diferença é que o Ambrósio está numa margem do maior rio do mundo, e mesmo assim 5 mil moradores sofrem todos os dias por não conseguir realizar tarefas básicas, como lavar uma simples louça na pia.

No Ambrósio, são pouquíssimas pessoas que tem condições financeiras para cavar poços. Em alguns casos, é preciso pagar entre R$ 10 e R$ 15 para que o vizinho forneça água. Os carregadores da Área Portuária também cobram para buscar o produto em alguns pontos da comunidade onde existem bombas d’agua sugando a encanação da Caesa.

Algumas bombas sugam a encanação numa rotina que já terminou em morte

Algumas bombas sugam a encanação numa rotina que já terminou em morte

Essa rotina das bombas, inclusive, já resultou em brigas entre vizinhos e até em um assassinato na semana passada.

Mas a boa notícia é que o fim dessa via-crucis pode estar numa obra que começará a ser construída no ano que vem. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) vai erguer um sistema isolado para atender o Ambrósio e o restante da Área Portuária.

Os recursos, pouco mais de R$ 1,8 milhão, já estão garantidos, e são de uma emenda da deputada federal Marcivânia Flexa (PT).  O dinheiro também será usado para construir outro sistema para atender o Matapi Mirim, também em Santana.

Marcivânia Flexa em uma das plenárias da Emenda Participativa. Foto: Ascom

Marcivânia Flexa em uma das plenárias da Emenda Participativa. Foto: Ascom

“Eu como santanense já conhecia esse problema, mas pouco eu podia fazer. Agora, como deputada, me sinto feliz em poder ajudar os moradores desses dois importantes bairros de Santana”, disse Marcivânia.

“Ficou ainda mais clara a urgência dessa demanda, nas plenárias da Emenda Participativa. Apesar desse problema não ter sido vencedor na plenária em que a comunidade do Ambrósio estava envolvida, nós fomos em busca de outros meios para ajudar. Felizmente, conseguimos emendas parlamentares para destinar a execução dos serviços para melhorar a distribuição de água nas regiões da Área Portuária e Matapi Mirim”, explicou Odair Freitas, coordenador da Emenda Participativa, jornada que plenárias onde a sociedade definiu onde queria aplicados R$ 7 milhões de emenda federais da parlamentar. 
“Eu não aguento mais ficar sem água. A gente te que pagar por fora pra ter água. Espero que esse dinheiro realmente seja investido aqui no Ambrósio”, diz a moradora Selma Martins.

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