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SELES NAFES –

Os incentivos oficiais e o posicionamento geográfico do Estado são algumas das vantagens comparativas que fizeram uma grande indústria de ração resolver se transferir de São Paulo para o Amapá. A fábrica, que recebeu autorização de instalação no Distrito Industrial durante a 51ª Expofeira, deve ficar pronta em pouco mais de 1 ano.

A fábrica produzirá por mês cerca de 4,8 mil toneladas, o equivalente a 200 carretas carregadas. A empresa pretende atingir os mercados do Norte e Nordeste brasileiros, além da Europa e Ásia.

A ração será fabricada com a soja do Amapá e com os grãos que também serão escoados pelo Porto de Santana vindos do Matogrosso.

“Facilita bastante termos os produtores se instalando aqui porque vamos ter um custo menor na compra e poderemos repassar isso para o consumidor”, explica o proprietário da fábrica, Thiago Versoza.

O Amapá foi escolhido por várias razões, explicou ele, especialmente pelos incentivos e potencialmente de crescimento.

“O Amapá é muito bem localizado. Estamos na metade do caminho entre a Europa, Estados Unidos e a Ásia, é bem melhor exportar para esses mercados saindo daqui do Amapá do que de portos como Paranaguá ou Santos”, avalia.

A produção de ração no Amapá vai naturalmente estimular outras atividades, como a criação de frangos, segmento que nunca foi viabilizado justamente porque a ração comprada em outros estados acabava chegando cara, custo que acabava sendo repassado pelos criadores para o preço final do alimento. 

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