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Trabalhadores que prestam serviço de transporte escolar para o governo do Estado estiveram em frente ao Palácio do Setentrião na tarde desta sexta-feira, 6, cobrando os pagamentos atrasados. Segundo eles, apenas o mês de janeiro teria sido transferido para a conta da Coopeterra, cooperativa a qual pertencem os trabalhadores.

Os cooperados dizem ainda que pouco mais da metade dos trabalhadores recebeu o pagamento da cooperativa. A Coopeterra diz que só tem responsabilidade com 555 dos 800 transportadores. 

Trabalhadores receberam apenas um mês de salários em 2016

Trabalhadores receberam apenas um mês de salários em 2016

“Estamos prestando serviço sem receber há quatro meses. A Coopeterra recebeu o repasse do governo e não transferiu para os trabalhadores. Ela pagou uma parte e deixou de pagar a outra”, informou a presidente do Sindicato de Transporte Escolar, Albertina Lopes.

Os transportadores denunciam que perdem os contratos quando cobram os pagamentos atrasados.

“Tem gente que trabalhou e não recebeu. Eles são audaciosos, se nós vamos cobrar, colocam outro em nosso lugar”, denuncia um dos motoristas que preferiu nāo se identificar.

Parte dos cooperados teve o pagamento depositado em conta

Somente parte dos cooperados teve o pagamento depositado em conta

Os transportadores que estavam em frente ao palácio, acusam a cooperativa de trabalhar com eles sem contrato assinado. Eles alegam que por conta desse detalhe, não é possível receber o pagamento.

O proprietário da empresa, José Diego Lima de Oliveira, disse que só tem responsabilidade com 555 transportadores. Ele disse ainda ter feito o pagamento de 90% dos cooperados e aponta irregularidades por parte dos trabalhadores.

“Tem transportador que não trabalhou nem dois dias e recebeu um mês. E essa é apenas uma de muitas denúncias que existem. Vamos nos reunir com a secretária de educação para tratarmos sobre essas denúncias”, informou Diego.

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