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HUMBERTO BAÍA

Moradores do Bairro do Infraero, na periferia da cidade de Oiapoque, a 600 quilômetros de Macapá, foram acordados com o barulho de retroescavadeiras nesta sexta-feira, 12. Barracos erguidos depois da determinação judicial de não haver novas ocupações até o final do processo foram demolidos. Houve protesto depois da desocupação. 

A disputa ocorre entre os posseiros e a Aeronáutica. 

Oiapoque 1

Retroescavadeiras começaram a demolição nas primeiras horas da manhã. Fotos: Humberto Baía

24 casas foram demolidas

24 casas de madeira foram demolidas

Policiais militares e federais acompanharam a desocupação executada por dois oficiais de Justiça que tinham 24 mandados para cumprir.

Ana Maria (foto de capa) chegou em Oiapoque há 8 meses, e já estava morando no local com a amiga e um filho menor de idade.

Policiais federais acompanham a desocupação de perto

Policiais federais acompanham a desocupação

Posseiros bloquearam com pneus queimados a BR-156

Posseiros bloquearam com pneus queimados a BR-156

“Chegaram rápido e bem cedo. Só deu pra salvar isso que vocês estão vendo”, disse desolada no ombro da amiga.

 “A invasão já existe há 10 anos. No local existe muita gente que não tem onde morar, mas também é visível que muita gente aproveita a grilagem  para se beneficiar economicamente”, diz um policial que não quer se identificar.

Depois da desocupação posseiros bloquearam a BR-156 em protesto. Pneus foram incendiados. Até o fechamento desta reportagem, por volta das 16h50min, a manifestação continuava e a BR permanecia bloqueada na entrada do município de Oiapoque.

Situação parecida ocorre em outra área federal, desta vez em um terreno no Bairro Florestal onde estavam sendo construídas unidades do Programa Minha Casa, Minha Vida. As obras paralisaram há 8 meses e material de construção está sendo levado por ladrões. 

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