Compartilhamentos

FERNANDO SANTOS,  DE SANTANA

No auge de registros policiais em escolas públicas do Amapá, apenas um vereador estava presente no início da audiência pública realizada na Câmara Municipal de Santana, na manhã desta sexta-feira, 18. O evento teve o propósito de debater a violência nas escolas que aumentou nos últimos.

“Eu fiquei decepcionado, assim como meus colegas e professores. Apenas um vereador compareceu neste importante debate. Estamos à mercê de vândalos e ladrões. Nos sentimos inseguros”, disse o presidente do Grêmio Estudantil da Escola José Barroso Tostes, uma das pioneira de Santana.

Dos 13 vereadores existentes no segundo município mais populoso do Amapá, até às 9h30min havia apenas um legislador na audiência pública, o vereador José Roberto (PPS), atual presidente da Câmara.

Único vereador ao lado de representantes de escola: sessão ocorreu mesmo assim

Único vereador ao lado de representantes de escolas: sessão ocorreu mesmo assim. Fotos: Fernando Santos

“É uma temática necessária. Hoje nós vivemos um problema sério de insegurança nas escolas. Estamos chamando todos os órgãos de segurança para debater essa problemática”, informou o vereador Zé Roberto.

Professores e alunos, além de representantes da Polícia Militar, do Conselho Tutelar e da Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sejusp) participaram da audiência. Representantes do Ministério Público do Estado também foram convidados, mas ninguém compareceu. 

“Isso demonstra a falta de compromisso que alguns órgãos públicos têm com a educação, pois todos foram convidados”, informou o professor Sérgio Guedes.

Alunos de escola invadida por criminosos duas vezes: decepção

Alunos de escola invadida por criminosos duas vezes: decepção

Somente de setembro até hoje, a Escola Estadual Elizabeth Picanço Esteves, localizada no Bairro da Hospitalidade, em Santana, foi invadida duas vezes por criminosos. Foram furtados inúmeros equipamentos, como computadores, impressoras e entre outros objetos.

“A escolas estão vulneráveis. É importante o monitoramento por câmeras de vídeo, mas nós queremos segurança humana”, reclamou a professora Marinete Carvalho

Compartilhamentos