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ANDRÉ SILVA

Uma exposição fotográfica coletiva que montada no corredor da biblioteca da Universidade Federal do Amapá (Unifap) tenta mostrar uma parte do universo feminino captado pelas lentes de alunos de jornalismo. As fotografias ficarão expostas até o dia 23 de fevereiro.

Donas de casa, motoristas, namoradas, mães, esposas e avós são reveladas no clique das câmeras de alunos do segundo semestre do curso. Algumas em preto e branco, outras coloridas, mas todas com o mesmo objetivo: valorizar as diversas faces do feminino e colocar em evidência seus avanços e conquistas até hoje.

“A mulher era muito discriminada pelo que queria ser, coisas como trabalhar e ser independente por exemplo, eram coisas inalcançáveis há alguns anos e inaceitáveis pela sociedade. Queremos mostrar também até aquelas que são proibidas de se mostrar pelo companheiro. Na composição da minha fotografia usei minha namorada para simbolizar essa prisão”, argumentou Bruno Lima.

Mostra reúne fotos que simbolizam a emancipação, sem esquecer a essência da mulher. Fotos: Reprodução/André Silva

Mostra reúne fotos que simbolizam a emancipação, sem esquecer a essência da mulher. Fotos: Reprodução/André Silva

As 24 imagens mostram as diversas opiniões dos alunos em relação ao tema.

“Para mim a mulher real é aquela batalhadora que consegue o que quer, que tem sonhos, consegue cuidar da família e do trabalho ao mesmo tempo. Enfim, que consegue vencer na vida, tanto profissionalmente como pessoalmente”, defendeu Anita Flexa. Ela fotografou a mãe, sua fonte de inspiração.

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Bruno procurou retratar o aprisionamento pelo machismo

As 24 obras continuarão em exposição até o próximo dia 23

As 24 obras continuarão em exposição até o dia 23 e fevereiro

A exposição, que é um trabalho final da disciplina de fotojornalismo, tem o objetivo de fazer com que os alunos reflitam sobre o que é a mulher real. Agora os acadêmicos pensam em fazer uma dessa a cada semestre.

“Eu deixei em aberto que se eles tiverem interesse de expor em outros lugares eu faço questão que exponham primeiro na Unifap, porque foi um trabalho gerado aqui dentro, até mesmo para mostrar para os outros cursos a nossa produção. Depois disso, se quiserem migrar para outros espaços estão autorizados”, acrescentou a professora de fotojornalismo Luciana Macedo.

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