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DA REDAÇÃO

Mesmo sem chover a dois dias na região, pelo menos quatro grandes atoleiros atormentam a vida de motoristas na BR-156, entre os municípios de Calçoene e Oiapoque. Cruzar os atoleiros está levando mais de 9 horas.

“Eu tenho uma Hillux, e mesmo usando um ramal contornando os primeiros atoleiros ainda levei 9 horas para rodar 110 quilômetros”, comenta o motorista Dijone Dias, que também registrou em fotos o sufoco de outros motoristas.

Numa das fotos é possível ver um caminhão quase tombando. Em outro momento funcionários de uma empresa de ônibus tentam desatolar o veículo.

Mesmo sem chuva nos últimos dias, a situação é complicada nos atoleiros. Não há equipes no local dando manutenção e nem apoio aos carros que atolam.

“Colocaram o barro lá, e foram embora por causa da folga do feriado”, comenta Dias.

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Caminhão cheio de mercadorias quase tombando

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Funcionários tentam desatolar ônibus. Fotos: Dijone Dias

Caminhonetes conseguem passar utilizando um ramal feito pelos próprios motoristas usando o pasto de uma fazenda. Os atoleiros já receberam nomes dos motoristas: Buraco da Viúva e Buraco da Zefa. E ainda existem outros dois na Vila dos Maranhenses, no Distrito do Carnot, em Calçoene.  

Neste sábado, 15, o portal SELESNAFES.COM conversou com o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Fábio Vilarinho. Ele informou que a empresa responsável pela manutenção do trecho não foi autorizada a folgar durante o feriado, e que ia entrar em contato com os responsáveis ainda hoje para saber o que houve.

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