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ANDRÉ SILVA

Pela primeira vez, o Amapá está bem perto de alcançar os critérios sanitários para a exportação de carne. O Ministério da Agricultura acaba de classificar o Estado como “área de risco médio para a aftosa”; é a melhor avaliação da história da pecuária amapaense. A expectativa é de que até em julho o Estado se torne livre da doença.

O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira (26) pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro), porém, o decreto do ministério havia sido publicado no dia 24 deste mês. 

Segundo o diretor presidente da Diagro, José Renato, existem ajustes sendo realizados com base na última auditoria realizada pelo ministério que apontou quais seriam os pontos a serem observados sobre a doença.

“Uma vez atendida essas inconformidades, que são exclusivamente operacionais, o Estado pode receber o ISO (Inquérito Sanitário de Origem), e pelo andar da carruagem acreditamos que até em julho estaremos com essa nova medalha”, garantiu diretor.   

Desde que a instituição foi criada no Amapá, o objetivo era alcançar esse resultado. Durante décadas, o Amapá era listado como “risco de desconhecido”, o pior grau de ranqueamento. Há dois anos, o Estado avançou para “alto risco”, e agora médio risco. 

Presidente da Diagro, José Renato: restam apenas alguns ajustes de protocolos. Foto: André Silva

Após passar por todos protocolos do Ministério da Agricultura, grandes empresas voltadas para este setor no país poderão prospectar projetos de exploração de carne no Estado e passar a comprar o produto para outros Estados e países.

Vacinação

No Amapá, existem mais 320 mil cabeças de gado, segundo o último levantamento realizado na campanha de vacinação contra a aftosa, em 2016. Destes, 95,6% foram vacinados contra a doença.  A próxima campanha acontece em outubro.

Ouro Negro do Amapá

Segundo Renato José, o Estado aposta na exploração da carne bubalina. A carne extraída do animal é muito valiosa, considerando-se sua qualidade genética. Possui muito mais proteínas e menos gordura, se comparada a carne do boi comum.

“São animais que têm qualificação como produto para o mercado e com um pouco de trabalho voltado para o melhoramento genético pode-se ter um ganho gigante”, garantiu o diretor.

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