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ANDRÉ SILVA

Alunos e um professor de uma faculdade de Macapá estão desenvolvendo um projeto tecnológico para facilitar a captação e o tratamento de água em comunidades rurais do Estado. A ideia é que com 40 minutos de pedaladas em uma bicicleta seja possível encher uma caixa d’água de mil litros. O projeto chamado de Ecobomba já foi até apresentado para moradores do município de Mazagão, a 34 quilômetros da capital.

A pesquisa é realizada pelo professor de Engenharia Ambiental da Faculdade Fama, Maurício Oliveira de Sousa, e por seis  alunos do quinto semestre. O objetivo principal é beneficiar moradores ribeirinhos e de comunidades sem sistemas de abastecimento.

Captação e tratamento: ideias simples que vão ajudar comunidades. Fotos: André Silva

Para montar o protótipo, foi necessário usar uma bicicleta, uma bomba d’água e a tubulação. A sucção da água, que pode ser captada de um poço ou de um rio próximo da casa, acontece quando o usuário começa a pedalar a bicicleta que tem a roda apoiada em um rotor que faz girar a bobina da bomba.

O movimento faz com que as ventoinhas do equipamento sejam acionadas. Rapidamente o “líquido precioso” começar a jorrar. Veja o vídeo.

“A gente sabe que a maioria das pessoas da zona rural e até mesmo urbana, tem um poço amazonas e ainda puxa a água com um balde. Então, se ele pegar uma bomba velha usada de 1CV ele não gasta R$ 80 para montar um protótipo como esse. Ele aproveita e ainda faz um exercício”, ressalta o professor com bom humor.

Água pra beber

Após a captação, é necessário que a água passe por um processo de tratamento, e esse foi um outro problema resolvido pelo grupo de pesquisa. Eles construíram um processo de “filtração simples e desinfecção solar da água”, um filtro semelhante ao tradicional de barro, só que no lugar do barro usam-se dois baldes plásticos de 20 litros, cada.

Professor Maurício e o aluno Fabrício ao lado da ecobomba e o filtro que usa a luz solar

Os baldes recebem a adaptação de uma torneira e duas pedras de filtro comum. O processo de filtragem demora aproximadamente 6 horas.

Depois da filtragem, a água é armazenada em uma garrafa plástica de refrigerante e exposta ao sol por cinco horas. A radiação solar vai servir como elemento germicida. Após esse processo, o líquido descansa por mais 2 horas e depois está pronto para consumo.

Ecobomba foi apresentada para moradores de Mazagão

Baldes viraram filtros eficientes

“Sempre gostei de criar coisas. Um dia, pesquisando na internet, vi esse projeto e achei interessante. Apresentei ao professor e desenvolvemos juntos. Com o projeto, pretendemos atingir comunidades ribeirinhas que têm problema de acesso à água”, reforçou Fabrício Pinto, aluno responsável pelo projeto.

Em breve, a ideia vai virar um projeto de pesquisa que servirá como base para a construção de um artigo na defesa de graduação do aluno que está no quinto semestre. Em seguida, a ideia será levada para várias comunidades.

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