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OLHO DE BOTO

Equipes da Polícia Militar do Amapá acabaram com um torneio de briga de galo, na noite deste sábado (7), no Bairro do Pantanal, na zona norte de Macapá. Vários apostadores e uma espécie de juiz, que segurava o dinheiro das apostas, fugiram do local com a chegada dos policiais.

A “Arena Pantanal”, local denominado pelos organizadores da rinha, funcionava numa chácara. Tudo era bem organizado. Os galos eram transportados em maletas apropriadas, tinham direito ao uso de esporão de aço, laboratório de primeiros socorros e até torcida organizada.

A Polícia Militar chegou ao local, de difícil acesso, através de denúncia anônima. Na portaria, só era permitida a entrada de convidados.

Ocorria uma briga no momento da abordagem. Várias pessoas fugiram para uma área de mata quando viram a chegada dos policiais. Havia muitos carros e picapes de alto padrão no sítio. Algumas pessoas vestiam camisas personalizadas de torcida. As apostas, segundo a PM, variavam entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.

Faixa com o nome da arena foi apreendida pela PM. Fotos: Olho de Boto

Galo com ferimentos graves

Um galo chega a valer R$ 2 mil

De acordo com o tenente Victor, do 6°BPM, o local é frequentado por pessoas de alto poder aquisitivo, amantes de rinhas. Pelo menos 50 pessoas estavam na chácara, mas apenas três considerados os responsáveis pelo evento foram levados para o Ciosp do Pacoval.

Foram apreendidos 27 galos, a maioria estava bastante debilitada e com ferimentos graves. Os policiais também encontraram tesouras, esporas de aço, rolos de esparadrapo e injetáveis.

“Havia medicamentos para fortalecer os galos, casas usadas como galinheiros, e consumo de bebida alcoólica. Havia uma grande estrutura para esse tipo de evento, indicando que o local era usado para isso há bastante tempo”, observou o tenente Victor, do 6º BPM.

Esporas de aço para aumentar a capacidade de ferir

Material de primeiros socorros

Tinha até torcida organizada

Os responsáveis que permaneceram no local foram enquadrados por crimes de maus tratos a animais. Após os procedimentos, as aves aprendidas serão doadas a entidades filantrópicas. Galos que custam R$ 2 mil irão parar na panela. No fim, para azar dos animais, tudo vai acabar em canja.

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