Compartilhamentos

A quantidade de chuva prevista para cair a partir de fevereiro em todo o Estado é tão grande que os boletins estão colocando em alerta a Defesa Civil, que já prevê a possibilidade de enchentes em alguns municípios. Um plano de ação integrado entre órgãos de segurança pública, assistência social e de saúde foi criado para minimizar possíveis danos à população.

A última vez em que as chuvas provocaram enchentes foi em 2011. Foram atingidos os municípios de Porto Grande, Ferreira Gomes, Serra do Navio e Calçoene. Laranjal do Jari foi atingida em anos anteriores. Em Porto Grande e Ferreira Gomes, o Rio Araguari cresceu tanto que obrigou a Eletronorte a abrir as comportas do reservatório da hidrelétrica Coaraci Nunes aumentando ainda mais a quantidade de residências afetadas.

Centenas de famílias ficaram desabrigadas ou desalojadas (quando se transferem para a casa de parentes). No primeiro ano de mandato, o governador Camilo Capiberibe (PSB) chegou a visitar as áreas mais atingidas para acompanhar o atendimento às vitimas e decretou situação de emergência nas cidades.

camilo enchente

O Instituto de Estudos e Pesquisas Científicas do Amapá (Iepa) trabalha com modelos e mapas meteorológicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De acordo com esses dados, a previsão é de um volume anormal de chuvas a partir de fevereiro em todo o Estado do Amapá, oeste do Pará, norte do Amazonas e Roraima.

Agora em dezembro está chovendo dentro do previsto que é 100 milímetros. Em janeiro também não deve haver alterações. “Mas em fevereiro, quando o normal é que chova 300 milímetros, os modelos meteorológicos apontam que deve chover quase 400 milímetros. Em março, quando normalmente são 400 milímetros, pode chover mais de 500”, avisa o meteorologista Jeferson Vilhena, do Iepa.

A Defesa Civil do Estado recebe diariamente mapas climáticos e fotos de satélite que confirmam a mesma informação do Iepa. Caso as enchentes ocorram, um plano de contingenciamento será colocado em prática. “É preciso, por exemplo, garantir o transporte de bens e pessoas das áreas atingidas com apoio do Corpo de Bombeiros e Exército”, explica o coronel Jerrilson, atual coordenador da Defesa Civil, acrescentando que equipes da Secretaria de Mobilização e Inclusão Social (Sims) também serão enviadas.

O plano também inclui atuação de equipes médicos, distribuição de alimentos, transporte para abrigos, e aumento do efetivo da Polícia Militar para evitar saques nas residências abandonadas.

Compartilhamentos