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Quem sai de Macapá rumo à Oiapoque está demorando até 20 horas para completar a jornada. A chuva e a falta de um trabalho de conservação transformaram alguns trechos da BR-156 em grandes atoleiros, onde até carros maiores tem dificuldades para passar.

Filas de carros a espera de ajuda para atravessar um dos atoleiros.

Filas de carros a espera de ajuda para atravessar um dos atoleiros.

A BR-156 começa em Laranjal do Jari e segue até Oiapoque. No trecho norte são mais de 150 quilômetros sem asfalto, entre Calçoene e Oiapoque. A chuva vem multiplicando a quantidade de atoleiros. “Na ida nós contamos quatro atoleiros. Na volta já eram oito”, relatou um empresário que ficou cinco horas e meia parado na estrada.

Trecho mais complicado fica a 80 quilômetros de Oiapoque

Trecho mais complicado fica a 80 quilômetros de Oiapoque

 

Carros de passeio não conseguem passar

Carros de passeio não conseguem passar

O empresário levou mais de 13 horas para completar o percurso, isso porque dirigia um carro tipo off-road. Carros de passeio estão levando até 20 horas para terminar a viagem porque é necessário esperar ajuda para atravessar os atoleiros. No local não há máquinas de empresas ou órgãos públicos rebocando os veículos que ficam presos no lamaçal. Apenas um caminhão do Exército apareceu para dar socorro e não se sabe até quando ele vai ficar por lá ajudando as pessoas.

Apenas um caminhão do Exército está ajudando os  motoristas

Apenas um caminhão do Exército está ajudando os motoristas

As filas de carros que não conseguem passar crescem a cada hora. Na Polícia Rodoviária Federal e nem na Rodoviária de Macapá não há alertas oficiais orientando os motoristas que estão pegando a estrada. Os viajantes são pegos de surpresa pelos atoleiros. Ninguém na Secretaria de Transportes do Estado foi encontrado neste domingo para comentar o assunto. Alguns trechos são administrados pela Setrap e outros pelo Dnit, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.

 

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