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Você já pensou ficar em exposição para estiver passando pela rua mostrando todo o seu cotidiano sem ter onde se esconder dos olhares atentos de pessoas estranhas que passam pelas calçadas? Passar por uma experiência de observação da vida privada? Foi o desafio que dois amigos universitários toparam para concluir um trabalho na universidade.

Curiosos na calçada observam o casal pela vitrine

Curiosos na calçada observam o casal pela vitrine

Casal simulou a rotina normal de um casal sem paredes e em pleno centro comercial

Casal simulou a rotina normal de um casal sem paredes e em pleno centro comercial

O “casal” cursa artes visuais na Universidade Federal do Amapá (Unifap). Quem passou em frente à loja Domestilar Casa, localizada na Rua Tiradentes no Centro de Macapá, se surpreendeu com a cena em uma das vitrines. Eles passaram um dia inteiro na vitrine organizada pela loja para simular um ambiente doméstico, só que quase sem nenhuma privacidade.

A direção da loja topou a ideia para estimular a pesquisa dos universitários interessados em saber como é viver exposto. “Nós recebemos o projeto e ficamos entusiasmados, pois a empresa traz em sua missão o incentivo cultural e educacional. Então começamos a conversar com os alunos e nos apaixonamos ainda mais com o projeto”, explicou a diretora de Marketing da Domestilar, Rosângela Cruz.

Rosângela Cruz, diretora de Marketing da Domestilar: apoio à cultural e educação

Rosângela Cruz, diretora de Marketing da Domestilar: apoio à cultural e educação

Os universitários resolveram retratar a sociedade do espetáculo, e a perda da privacidade. “Nós estamos aqui para provocar as pessoas defendendo a tese que em nosso tempo essa privacidade é nula, mesmo não tendo as várias câmeras de reality shows, as pessoas estão se expondo cada vez mais nas redes sociais e de certa forma perdendo sim a sua privacidade” explicou o universitário Erivan Rodrigues.

O trabalho buscou levar o dia a dia de um casal para uma “casa de vidro”, onde eles tiveram de se alimentar, fazer as trocas de roupa sem a presença de uma parede opaca e verificar qual seria a impressão das pessoas sobre a intervenção. “Com isso provocamos. Será que as pessoas têm realmente privacidade, ou temos que nos acostumar com falta de controle sobre a espetacularização da vida privada?” indaga Vânea Ávlis, acadêmica que também serviu de modelo viva.

 

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