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Ficou ainda mais grave o estado de saúde do universitário Raoni Almeida Ramos, de 20 anos. O estudante entrou em coma no último dia 17, e agora precisa fazer um transplante de rim o mais rápido possível. O problema é que para fazer a cirurgia é necessário fazer alguns exames fora do Hospital de Emergência onde ele está internado, só que o estado de saúde dele não permite que isso aconteça. A família já solicitou à direção do HE que libere a entrada de um médico da rede particular para fazer os exames dentro da UTI.

O jovem teve vários órgãos atingidos por um tiro de cartucheira disparado pelo primo dele após o jogo da final do campeonato carioca, no dia 13 de abril. Por conta do ferimento, Raoni teve que passar por uma cirurgia de emergência em que teve um rim e 40% do intestino retirados. Além disso, os médicos extraíram 42 fragmentos de chumbos do corpo do estudante, provenientes da arma usada no crime. O caso gerou grande comoção da sociedade pelo esforço de Raoni para vencer a pobreza e cursar direito em uma faculdade particular. Graças à nota dele no Enem, o jovem ganhou uma bolsa integral de estudos do governo federal e caminhava 10 quilômetros todos os dias assistir às aulas. Ele mora em uma comunidade pobre no KM-9 próximo à BR-210.

Segundo a mãe de Raoni, Maria de Nazaré, a cada dia que passa ele fica mais debilitado. “Após ele ter entrado em coma, o médico que está com o caso informou que o meu filho precisa passar pela cirurgia de transplante de rim imediatamente, para que possa continuar lutando pela vida”, contou.

Na primeira cirurgia, Raoni teve um rim retirado, porém, o outro que ficou está bastante comprometido e precisa ser substituído. O laudo médico para conseguir liberação e receber o novo rim não é feito pelo HE. Agora, a família luta para conseguir levar um médico particular ao hospital para liberar a cirurgia. “O médico disse que nesse momento meu filho precisa passar pelo transplante, pois com o quadro atual ele não terá muita chance”.

A família está pedindo à administração do hospital que libere a entrada do médico particular que irá realizar a coleta do material necessário para o exame. “Não depende da direção. A família está orientada. Basta conversar isso com o médico da UTI, o problema é que o rapaz está muito grave e não tem como sair da unidade para ser submetido ao exame de tomografia”, comentou o diretor do Hospital de Emergência, Regiclaudo Silva. Apesar da necessidade do transplante, a família teme que Raoni não aguente mais uma cirurgia depois do primeiro procedimento que durou cerca de 7 horas.

Quanto ao paradeiro do autor do crime, até agora a polícia não tem nenhuma informação.

 

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