Compartilhamentos

Uma mulher viveu pelo menos 12 horas de terror nas mãos de dois estupradores na madrugada desta quinta-feira, 14. A vítima pegou um mototáxista clandestino no centro de Macapá por volta de 01h45, que a levaria até a casa dela, no km 9. No percurso, o estuprador mudou de rota a levou a mulher para uma casa no Infraero 1. Lá, o mototáxita e um comparsa agrediram a vítima com pauladas e a estupraram. A mulher foi encontrada às 14h30 por crianças e encontra-se internada no Hospital de Emergência.

O estupro aconteceu em uma casa na rua Maria Neusa do Carmo Souza, no Infraero 1. A vítima, de 34 anos, levou uma facada no pescoço. De acordo com a Polícia Militar, existe a possibilidade de a vítima ter sido violentada diversas vezes.

Segundo o Hospital de Emergência, a vítima está em estado estável, mas extremamente abalada psicologicamente. “A família e o hospital estão dando todo o amparo necessário. O estado dela é estável, mas ela está muito abalada emocionalmente. Agora ela vai precisar de cuidados psicológicos para se recuperar desse trauma”, informou o diretor do HE, Regiclaudo Silva.

Diretor do HE, Regiclaudo Silva

Diretor do HE, Regiclaudo Silva

A Polícia Militar entrou em contato com os familiares da vítima para registrar a ocorrência na Delegacia das Mulheres. Não há pistas dos estupradores.

 

Estupros em Macapá

Michel-Braz

Diretor de Transporte Michel Brás

Esse é o décimo caso de estupro em Macapá registrado neste ano na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DCCM). No ano passado, 118 mulheres foram violentadas. Outro dado que assusta é a quantidade de vítimas estupradas por mototáxistas clandestinos. Foram 48 casos apenas no ano passado.

O diretor de Transportes da Companhia de Trânsitos de Macapá (CTMac), Michel Braz, reforça que 35% dos casos de estupros registrados em 2013 em Macapá são decorrentes de viagens com mototáxistas clandestinos. “É muito preocupante e complicado. Por isso intensificamos a fiscalização. Mas é necessário a fiscalização do próprio passageiro. Ande apenas com mototáxistas legalizados e identificados pelo uniforme completo”, orientou o diretor.

Dependendo da gravidade da ocorrência, o agressor poderá ser condenado a penas que variam de cinco a 20 anos de reclusão.

Compartilhamentos