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O Amapá e outros cinco estados da região Norte correm o risco de ser punidos pelo Ministério da Saúde se não atingirem a meta de 95% de vacinação contra poliomielite e sarampo. Isso levou a Secretaria de Saúde a prorrogar mais uma vez a campanha até dia 31 deste mês. A campanha nacional aconteceu no mês de novembro, mas foi prorrogada porque vários municípios não conseguiram alcançar a meta, entre eles Macapá. Como punição, o Ministério da Saúde pode reduzir os recursos para o estado.

Maria Angélica: precisamos cumprir a meta

Maria Angélica: precisamos cumprir a meta

Segundo a Coordenadoria Estadual de Vigilância em Saúde (CVS), durante dois meses de campanha foram vacinadas 51.442 crianças contra a poliomielite (78,5%), quando deveriam ter sido vacinadas 85.565 crianças. Já contra o sarampo foram vacinadas 35.166 crianças (60,5%), quando o ideal seria 58.079 crianças.

 A CVS acredita que como não existem casos registrados de sarampo desde 1997, os pais banalizam a doença. “A vacina está acessível em qualquer unidade básica, mas a própria população não procura. Como não vemos mais casos de mortes, eles banalizam e não dão importância”, frisou a coordenadora do CVS, Maria Angélica Lima.

Apesar do município de Macapá ter realizado uma campanha de vacinação entre os dias 8 e 28 de novembro, a capital ainda tem o menor percentual no número de vacinados. “Se não atingirmos a meta podemos perder recursos do Ministério da Saúde. Por isso, pedimos que a população leve suas crianças para vacinar”, destacou a coordenadora.

A vacina contra a pólio é para crianças de 12 meses até 4 anos de idade e protege contra três tipos de vírus que causam a paralisia infantil. Já a vacina contra o sarampo é para crianças na faixa etária de 12 meses até 4 anos e também protege contra a rubéola e a caxumba.

 

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