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A doméstica Luciane Chermont Baía, de 30 anos, está vivendo um drama: o desaparecimento da filha, Patrícia Baía Basili, de 12 anos. A menina fugiu de casa há quatro dias deixando apenas uma carta para a mãe. Luciane recebeu informações de que a filha foi vista no último domingo, 28, tentando comprar passagem no píer do Santa Inês. Desde então, ela acorda cedo e vai até a orla, na esperança que a adolescente apareça.

De acordo com a família, que mora no Bairro Congós, a menina fugiu de casa na noite do último sábado, 26, levando apenas uma pequena mala com roupas. “Até agora não conseguimos entender o motivo da fuga. Ela é uma filha obediente e exemplar. Um amigo nosso disse que a viu tentando comprar passagem aqui no Santa Inês. Tenho esperanças que ela apareça. Eu vou esperar aqui”, declarou Luciane Chermont, que passa o dia inteiro circulando pela orla.

Luciene circula o dia inteiro pela orla em busca de informações sobre a filha

Luciene circula o dia inteiro pela orla em busca de informações sobre a filha

Todos os dias, ao meio-dia, Luciane vai ao Igarapé das Mulheres e depois à rampa do açaí em busca de alguma informação. Sem sucesso, ela volta ao píer e continua esperando. Luciane largou o emprego de doméstica e deixou os filhos com a mãe para se dedicar à procura da filha.

A mãe da garota acredita que ela tenha fugido com o namorado, já que ele também desapareceu na mesma noite.

Fuga de adolescentes, como o caso de Patrícia, é mais comum do que se imagina. Dados da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) revelam que 50 mil crianças e adolescentes fogem de casa a cada ano no Brasil. Quase 80% dos casos, são jovens acima dos 12 anos que fogem por conta própria ou estimulados por terceiros.

Patrícia tem apenas 12 anos e fugiu levando uma pequena mala

Patrícia tem apenas 12 anos e fugiu levando uma pequena mala

Para o Conselho Tutelar de Macapá, a fuga de adolescentes é comum em famílias com relações conturbadas. Na maioria dos casos, o adolescente é encontrado ou procura a família no período de sete dias. “A fuga geralmente é motivada por relações amorosas ou desentendimento com os pais. Em 90% dos casos o adolescente retorna ao lar”, afirmou a conselheira tutelar da Zona Sul, Regiane Gurgel.

 

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