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O ex-candidato ao Senado, Gilvam Borges (PMDB), agora secretário extraordinário da Representação do Amapá em Brasília, disse que fará o “Senado Paralelo”, e que terá pelo menos três gabinetes à sua disposição para trabalhar no Distrito Federal. A declaração foi dada em entrevista no domingo, 4, na rádio Antena 1, uma das emissoras que pertence à família do ex-senador.

Ultimamente, a trajetória de Gilvam no Senado tem sido marcada por derrotas e vitórias (nos tribunais). Em 2014, com 124 mil votos (34,26% do total), ele acabou sendo derrotado por Davi Alcolumbre, que obteve 133 mil (36,26%). Foi a terceira derrota para o Senado. A primeira foi em 2002, quando não conseguiu superar João Capiberibe (PSB). O que aconteceu depois todo mundo já sabe: Capiberibe foi cassado por compra de votos depois de uma ação movida por Gilvam que acabou herdando o mandato

Gilvam conduzido para o Ciosp do Pacoval no início do "Governo Paralelo"

Gilvam conduzido para o Ciosp do Pacoval no início do “Governo Paralelo”

 A segundo derrota veio em 2010, quando terminou a corrida em terceiro. Naquele ano foram eleitos Randolfe Rodrigues (Psol) e João Capiberibe.

A história de Gilvam também é marcada por polêmicas. A partir de 2011, com a posse de Camilo Capiberibe (PSB) no governo, Gilvam iniciou uma oposição diferente ao lançar o “Governo Paralelo”. O plano incluía secretariado e palácio, no Bairro Novo Buritizal.  A estratégia começou a perder a força depois que Gilvam foi conduzido até uma delegacia de polícia ao tentar fazer uma obra na Rodovia Duca Serra sem permissão do Estado. Também houve desgaste causado por críticas da própria população e dos grupos adversários.

Na entrevista de domingo, Gilvam chamou Davi Alcolumbre de traidor, e deixou claro que pretende adotar a mesma tática do governo paralelo. “Terei 3 gabinetes em Brasília: um ao lado do gabinete do presidente Renan Calheiros; outro na representação do Amapá em Brasília; e no gabinete do deputado federal Cabuçú”, revelou ele ao radialista e deputado Edinho Duarte, no programa “Edinho Duarte Comunica”.

Placa de obra do governo paralelo com slogan

Placa de obra do governo paralelo com slogan

Gilvam Borges disse que já recebeu a primeira missão do governador Waldez Góes: vai articular a liberação de recursos para projetos culturais no Amapá. E afirmou ter recebido um convite especial do ex-senador José Sarney. “Ele me pediu para ficar em Brasília com ele que ainda tem muita influência lá”, avaliou.

O representante do Governo do Amapá em Brasília revelou que só pretende ficar no cargo por no máximo 1 ano, e que já pretende começar uma “guerra” contra o prefeito de Macapá, Clécio Luis (Psol). Ao que tudo indica, a guerra será travada principalmente nos meios de comunicação. “Como não tenho qualquer interesse particular, o meu objetivo é lutar pelo Amapá”, afirmou ele, cuja família é proprietária do Sistema Beija-Flor, grupo formado por 16 emissoras de rádios e dois canais de televisão.

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