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Tráfico internacional de pessoas, drogas e armas, roubos, além de homicídios em áreas de garimpos, são as principais demandas recebidas diariamente pelo delegado Charles Correa, lotado na delegacia do Município do Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá, que em dezembro passado recebeu em seu gabinete uma carta de honrarias da Guarda Francesa, por conta do bom trabalho desempenhado na fronteira do Amapá com Guiana Francesa.

A carta dá ênfase principalmente às ações conjuntas realizadas com a Guarda Francesa para evitar crimes internacionais e o empenho na prisão de traficantes e contrabandistas no extremo Norte do Brasil. “Fiquei muito feliz de receber essa condecoração. Ela mostra que todo o trabalho que desenvolvo, há quase cinco anos no Oiapoque, está sendo reconhecido”, afirmou Charles Correa.

Delegado Chales Charles Corrêa -finalizando a prisão de traficantes de armas

Delegado Chales Charles Corrêa finalizando a prisão de traficantes de armas

Apesar da condecoração internacional em defesa da fronteira, para o delegado a principal batalha é contra o tráfico de drogas e aumento do número de usuários de crack. Isso, segundo ele, coloca em perigo os moradores de Oiapoque e as pessoas que vão a passeio ao município. “Minha principal luta é contra o crack, presente principalmente nas áreas de garimpo tanto em terras brasileiras como na Guiana Francesa. Esse problema de saúde pública aumenta consideravelmente a insalubridade na fronteira, pois essa doença leva o viciado a fazer qualquer coisa para manter o vício”, analisou.

O trabalho na fronteira já rendeu condecoração internacional

O trabalho na fronteira já rendeu condecoração internacional

Segundo o delegado, o problema já está tão extremo que os traficantes têm uma arma a mais para manter muitas pessoas trabalhando no mercado das drogas, pois os viciados passam a ser dependentes dos fornecedores caso queiram manter o vício. O problema só agrava o consumo e a luta contra o tráfico na fronteira. “O problema se agrava com o tráfico de pessoas dentro dos garimpos ilegais. Isso tem gerado várias operações, inclusive junto com a Estratégia Nacional de Fronteiras (Enafron) que foi mostrada nacionalmente no Fantástico. A matéria ilustrou os problemas diários enfrentados pela Polícia Civil do Oiapoque”, acrescentou o delegado.

Mas esse excesso de demanda tem sido uma garantia de mais entusiasmo dentro da Delegacia do Oiapoque. “Trabalhar na fronteira franco-brasileira, a mais charmosa e única no Brasil, é apaixonante. Os plantões passam muito rápido, pois sempre há trabalho, seja viajando 4 horas de voadeira sob chuva ou sol em direção aos distritos distantes de Oiapoque como Ilha Bela, Vila Brasil e Taparabu, seja realizando patrulhas fluviais no rio Oiapoque e oceano Atlântico ou, ainda, blitz na BR 156”, concluiu Charles.

Carreira no Oiapoque:

Charles Correa chegou a Oiapoque depois de ter sido aprovado no concurso para delegado da Polícia Civil no ano de 2010. No seguinte assumiu a coordenação do Ciosp no Município e logo depois a Delegacia de Polícia. Em 2012 foi chamado para fazer a segunda fase em dois concursos da Polícia Civil, um de Santa Catarina e outro do Mato Grosso, mas optou em continuar o trabalho na fronteira. Já recebeu também convites para assumir delegacias em Macapá, mas sempre optou pelo serviço em Oiapoque, um trabalho de quase cinco anos, que já contabiliza uma condecoração internacional.

Click no link abaixo e veja a carta:

Carta de Elogios PAF

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