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O combate à produção ilegal de carvão parece longe do fim. No início da tarde desta quinta-feira, 19, o Batalhão Ambiental voltou a apreender grandes quantidades do produto, desta vez no polo hortifrutigranjeiro do Distrito de Fazendinha, atrás do Parque de Exposições. Numa das propriedades, os funcionários recebiam R$ 0,12 (doze centavos) por pacote de carvão.

Terrenos usam restos de madeira, mas não possuem licença ambiental

Terrenos usam restos de madeira, mas não possuem licença ambiental. Fotos: Jair Zemberg

Os policiais foram acionados por denúncias de moradores que viam a fumaça produzida pelas “caieiras” (fornos subterrâneos). Os policiais foram em duas propriedades, e nas duas encontraram produção ilegal. “Não tinham qualquer documentação. Eles poderiam procurar legalizar a produção, até porque trabalham com refugo (resto) de madeira da construção civil. O Sebrae está aí para orientar, mas eles (os donos) não estão interessados”, comentou o sargento Rodrigo Monteverde.

Quase 180 sacas apreendidas

Quase 180 sacas apreendidas

Em um dos terrenos os trabalhadores recebiam apenas R$ 0,12 por pacote de 3 quilos (desses vendidos em mercantis), além de não possuírem qualquer tipo de equipamento de proteção individual, como máscaras e luvas.

Embalagens: trabalhadores são explorados e não usam equipamentos de proteção

Embalagens: trabalhadores são explorados e não usam equipamentos de proteção

Na primeira propriedade foram apreendidas 107 sacas, e mais de 70 em outro sítio. Um terceiro terreno ainda será inspecionado hoje. 

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